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Vale do Ave

2016-10-19 às 18h05

Redacção

Uma das obras-primas de Camilo Castelo Branco, “A Queda dum Anjo”, acaba de se juntar aos clássicos “Os Lusíadas”, de Luís de Camões, e à “Mensagem”, de Fernando Pessoa, no rol de livros com tradução em língua mirandesa.

Uma das obras-primas de Camilo Castelo Branco, “A Queda dum Anjo”, acaba de se juntar aos clássicos “Os Lusíadas”, de Luís de Camões, e à “Mensagem”, de Fernando Pessoa, no rol de livros com tradução em língua mirandesa.

“L Sbarrulho Dun Anjo” foi apresentado esta terça-feira, na biblioteca da Assembleia da República, perante ilustres convidados como o poeta e cronista, Pedro Mexia, o escritor Francisco José Viegas, e Edite Estrela, Presidente da Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto da Assembleia da República. Entre as mais de cem pessoas que assistiram ao lançamento do livro, estavam vários deputados da Assembleia, com destaque para os famalicenses Jorge Paulo Oliveira e Maria Augusta Santos.

O lançamento da obra “L Sbarrulho Dun Anjo” marcou o encerramento dos 3.os Encontros Camilianos de S. Miguel de Seide, promovidos pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a Casa de Camilo, e que este ano tiveram como mote os 150 anos da publicação de “A Queda dum Anjo”.

Considerada a mais atual e moderna obra de Camilo Castelo Branco, “A Queda dum Anjo” descreve de maneira caricatural a vida social e política portuguesa, através de uma parábola humorística na qual o protagonista, Calisto Elói, um fidalgo austero e conservador natural de Miranda do Douro, Trás-os-Montes, encarna de maneira satírica o povo português. Ao ser eleito deputado, Calisto vai para Lisboa, onde se deixa corromper pelo luxo e pelo prazer que imperam na capital.

“Foi uma grande homenagem da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e da Casa de Camilo ao romancista e à sua obra”, referiu o diretor da Casa de Camilo, José Manuel Oliveira. Visivelmente satisfeito e orgulhoso com a “homenagem”, o responsável lembrou que estes Encontros “iniciaram em Famalicão, nos dias 7 e 8. No passado fim-de-semana visitamos Miranda do Douro porque Calisto Elói era natural de Caçarelhos no termo de Miranda e viemos agora à Assembleia da República porque o herói deste romance exerceu aqui as funções de deputado”.

“A Câmara de Famalicão e a Casa de Camilo acabam por cumprir assim com dedicação, muito profissionalismo e também com muita emoção, uma das mais extraordinárias obras de Camilo Castelo Branco”, acrescentou José Manuel Oliveira.

Por sua vez, Alfredo Cameirão, que fez a tradução da obra e falou em mirandês durante a sessão, considerou que “Camilo Castelo Branco tinha uma dívida de 150 anos para com a língua mirandesa”, pois sendo Calisto Elói natural de Miranda, a obra original deveria ter sido escrita em mirandês. “Finalmente a dívida foi paga e com juros”, afirmou, salientando que “é muito importante para a língua mirandesa ter um clássico com esta dimensão traduzido”, além disso, “esta obra representa mais um passo à frente na afirmação da língua mirandesa”.

Refira-se que a ideia de traduzir “A Queda dum Anjo”, surgiu há já alguns anos por Amadeu Ferreira autor e tradutor de uma vasta obra em português e em mirandês, aquando de uma visita à Casa de Camilo. O autor entretanto falecido foi recordado na Assembleia da República.

A língua mirandesa é um idioma pertencente ao grupo asturo-leonês (ocidental), com estatuto de segunda língua oficial em Portugal, reconhecida oficialmente em 1999 e assim protegida.

*** Nota da C.M. de Vila Nova de Famalicão ***

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