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Braga, segunda-feira

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Caminhar até ao Bom Jesus para contrariar a rotina imposta
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Caminhar até ao Bom Jesus para contrariar a rotina imposta

Braga

2021-02-28 às 08h00

Miguel Viana Miguel Viana

Escadórios do Bom Jesus foi dos locais mais procurados, ontem de manhã, pelos bracarenses, para a realização de caminhadas e prática desportiva. Local foi vigiado pelas autoridades policiais.

O Bom Jesus era, na manhã de ontem, um dos destinos das caminhadas dos bracarenses. Em pequenos grupos ou em pares, foram às dezenas as pessoas que realizaram o trajecto entre Braga e o Bom Jesus, pela Rodovia.
As caminhadas foram encaradas como um momento de descompressão em período de dever de confinamento.
“Nós somos estudantes e, como as aulas agora são online, estamos sempre metidas em casa. Por isso tem sido um período muito difícil. Falta o convívio com os colegas”, disse Telma Mendes.
A amiga e colega Cláudia Sá destacou que com o ensino à distância “ficamos mais sobrecarregadas com a matéria. É-nos dada muito mais matéria para estudarmos em casa e isso torna-se mais cansativo”.
A mesma estudante garantiu que tanto ela como a colega só saem de casa “para praticar desporto e para ir ao supermercado”. As duas amigas moram “relativamente perto” do Bom Jesus.
O grupo de amigas onde se incluiam Maria Marcelo e Sara Graça também subiu ao Bom Jesus, aproveitando para descansar junto ao pórtico do Escadório.
Apesar do cansaço causado pelo esforço físico, Maria Macedo, diz não ter perdido a boa disposição, aproveitando para brincar com a situação. “O confinamento está a ser um espectáculo. Acho que ainda não perdi o emprego. Comecei um emprego novo no dia 12 de Março do ano passado e nesse mesmo dia vim para casa, por causa da pandemia. Agora estou em casa outra vez.”, disse Maria Macedo.
Falando mais a sério, a bracarense frisou que “há dias piores que outros. Eu tento sempre ver o lado positivo das coisas. Estou sem trabalhar, mas pelo menos aproveito para fazer umas caminhadas”.
Sara Graça é comercial do ramo automóvel e confessou que “no ano passado estava com muito mais medo da pandemia do que este ano. No ano passado as pessoas compravam mais coisas quase sem saber o que estavam a comprar. Este ano já vão às compras com os cálculos feitos por causa da pandemia”.
A comercial admitiu mesmo que “tenho tido muito mais procura este ano, por parte da clientela, mas é uma procura com muitas mais cautelas”.
Enquanto a reportagem do Correio do Minho permaneceu no local, dois militares da GNR, que circulavam numa viatura, questionou o grupo de quatro pessoas sobre se estava tudo bem. Informados sobre o motivo da reportagem, um dos militares informou que o dever de confinamento está a ser respeitado pelos bracarenses.

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