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Carlos bandeira: A arte de vencer no andebol e na vida
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Carlos bandeira: A arte de vencer no andebol e na vida

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Carlos bandeira: A arte de vencer no andebol e na vida

Desporto

2020-05-24 às 13h00

Redacção Redacção

Carlos bandeira é jogador do ABC/UMinho, mas divide o seu tempo também entre a sua profissão e o voluntariado. Para além de atleta na divisão maior do andebol nacional, é um dos mais recentes bombeiros nos Voluntários de Braga.

Carlos Miguel Lopes Bandeira é um jovem, natural de Tondela, com 22 anos que concilia o seu trabalho, com o voluntariado nos bombeiros e com a sua paixão pelo andebol. Joga no ABC do Braga já há quatro anos e aos serviço dos academistas conquistou dois títulos, uma Taça de Portugal e uma Supertaça.
Para além de jogar andebol no ABC e de ser bombeiro voluntário, tem ainda como actividade profissional o trabalho “numa empresa privada de ambulâncias, transporto doentes não urgentes”.
Ao Correio do Minho contou como consegue conciliar as três actividades, assim como as razões que o levaram a apaixonar-se pela modalidade e por querer ajudar os outros, enquadrando os Bombeiros Voluntários de Braga.

Como é que consegue conciliar as três actividades?
O trabalho costuma ser das sete da manhã até à hora do meu treino, dependia muito, então trabalhava e depois ia para o treino, aqui nos bombeiros, supostamente nós só fazemos uma noite de voluntariado por semana, que é às quartas-feiras. Mas agora, nesta fase a empresa particular não tem transportes para o hospital, de doentes não urgentes e eu aproveito e faço mais tempo nos bombeiros.

Com que idade e como apareceu a paixão pelo andebol?
Comecei a jogar com sete anos de idade, numa equipa da minha terra porque eu não sou de Braga, então comecei a praticar este desporto nos Besteiros FC, em Tondela onde joguei até os meus 14, depois sai de Tondela e fui jogar para o NAC Penedono, uma equipa da I Divisão, joguei lá três anos e depois vim para Braga, onde já estou há quatro.

O gosto pelo andebol sempre existiu ou foi no Besteiros FC que começou a aparecer?
Eu comecei a jogar no Santiago de Besteiro e nem sequer sabia o que era o andebol, comecei nas camadas jovens e depois tive um treinador que queria que eu jogasse, sempre me apoiou e depois apareceu o gosto pelo andebol. Os meus irmãos foram sempre virados para o futebol, assim como o meu pai e eu acabei virado para o andebol.

E quando é que começou o voluntariado nos Bombeiros?
O voluntariado nos bombeiros oficialmente começou só em Março, mas em formações já começou no ano passado.

Porque é que escolheu os bombeiros para o voluntariado? Alguma razão específica ou sempre existiu essa vontade de fazer voluntariado nos bombeiros?
O meu pai também é Bombeiro, há 35 anos se não me engano, em Campo de Besteiros, lá na nossa aldeia e então é desde pequeno o gosto, por vê-lo e também por o acompanhar, a ir para o quartel, a conviver com os camaradas lá no quartel e quando tive a oportunidade inscrevi-me aqui em Braga. Quando fui chamado até já nem estava a contar porque me inscrevi logo no meu primeiro ano que vim para Braga e eles só abriram recruta passado três anos.

Com esta pandemia como tem sido no que diz respeito ao desporto? Os campeonatos foram cancelados. O que se pode tirar de positivo desta situação? Ou é tudo negativo?
Penso que não há lado positivo. Mas o facto de o campeonato acabar sem se conhecer o campeão nacional, para mim, é muito negativo

Como é que espera que seja a próxima época? Tudo vai regressar à normalidade?
Se tudo correr bem, penso que a próxima épcoa vai correr com normalidade. Para nós, atletas, acreditamos que vai ser uma época diferente da deste ano e espero que no final haja campeão nacional.

Já tem dois títulos conquistados pelo ABC. Como se sentiu ao ganhar a Taça de Portugal pelo na época 2016/2017 e a Supertaça em 2017?
A Taça de Portugal foi o primeiro título que ganhei e foi muito bom, no primeiro ano ganhar logo uma Taça de Portugal. Ganhei esse título a jogar pelos seniores e ainda tinha idade de júnior. Fiquei muito feliz com essa conquista. A Supertaça foi num ano de mudança de treinador e de jogadores e também foi bom porque ninguém estava à espera que nós fossemos conseguir. Acho que no fundo surpreendemos toda a gente.

No que diz respeito ao voluntariado, como é que está a ser esta fase de Covid-19? No que diz respeito aocorrências, está a ser mais complicado?
R: Complicado é sempre, o problema é não sabermos se as pessoas com quem contactamos estão infectadas ou não. Quando ligam para o 112 nós somos os primeiros a chegar e nunca sabemos o que vamos encontrar. Isso obriga-nos a tomar sempre as precauções necessárias, mas tudo se torna mais complicado. Confesso que nesta fase não notei que o número de ocorrências tenha aumentado.

O desporto está parado e a nível profissional também não há grande actividade, como referiu. Neste momento, dedica--se mais ao voluntariado. No entanto, consegue continuar a treinar?
Não havendo pavilhões a única coisa que tento manter é a condição física. O treinador e o preparador físico do ABC mandaram um plano de treino. Ao fim-de- -semana também tento correr para nunca perder a preparação física. Mas treino de pavilhão e de bola muito pouco, às vezes tento treinar contra uma parede, mas não é a mesma coisa.

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