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Desporto

2021-01-23 às 06h00

Joana Russo Belo Joana Russo Belo

SC Braga vai entrar em campo, esta noite, frente ao Sporting (19.45 horas), com total ambição e focado em conquistar a terceira Taça da Liga da história. Carlos Carvalhal tem respeito máximo pelos leões, mas os guerreiros vão dar tudo para vencer.

É uma garantia: quando o árbitro Tiago Martins der o apito inicial na final da Taça da Liga, no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Aveiro, vai estar em campo um SC Braga pleno de ambição, vontade de vencer e com qualidade, apostando tudo para revalidar o troféu e levar para Braga a terceira taça da história. Carlos Carvalhal não esconde esse desejo e até conhece bem esse sentimento de vitória na prova, depois de ter sido o primeiro trei- nador a conquistar o troféu, na edição inaugural, em 2007/08, na altura ao serviço do Vitória de Setúbal.
“Queremos a taça para nós”, revelou na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Sporting.

As duas equipas voltam a medir forças depois de terem jogado para o campeonato há cerca de duas semanas - encontro que terminou com triunfo leonino, por 2-0 - mas o técnico desvalorizou o jogo de Alvalade.
“A história e o passado não contam para nada, não têm nada a ver com este jogo. Há um foco muito grande das duas equipas, duas equipas que vão querer ganhar. Nós estamos apostados em conseguir levar o troféu para Braga e vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para conseguir vencer, sabendo que vamos encontrar um adversário difícil, que joga bem, com um bom treinador, mas vai estar em campo um SC Braga muito ambicioso, com muita vontade de vencer e qualidade, a esgrimir argumentos para vencer o jogo e, mais uma vez, com um respeito muito grande pelo adversário”, sublinhou Carvalhal, lembrando que o SC Braga está agora bem mais equilibrado do que no jogo da 12.ª jornada da I Liga, após terem sido ultrapassados os casos de Covid-19 no plantel.

“Relativamente a esse jogo estamos mais equilibrados. Tivemos algumas dificuldades na altura por causa da Covid-19, ainda que não a criar o onze, mas, com mais opções, estamos melhor preparados e mais equilibrados e isso é um ponto positivo que queremos explorar. O árbitro apita para começar o jogo e nada do que é passado conta. Conta o que os jogadores vão fazer, a estratégia e a dinâmica de jogo de cada equipa. Espero que seja um grande jogo, apesar da chuva, espero que o SC Braga se exiba ao mesmo nível, que tenha a mesma dinâmica, principalmente a ofensiva, temos índices elevados de concretização, e que seja o SC Braga a levar o troféu, é a nossa grande aposta. Queremos levar o troféu para Braga num ano de centenário, todos nós, equipa técnica, jogadores e staff estamos todos com o mesmo espírito. Respeito máximo, mas queremos a taça para nós”, reforçou o técnico arsenalista.

“Paulinho? Já faz parte do anedotário do futebol”

O tema Paulinho voltou à mesa da conferência de imprensa - novamente o alegado interesse do Sporting no avançado arsenalista - e Carlos Carvalhal usou da ironia para comentar o assunto.
“Já faz parte do anedotário do futebol português e já ninguém liga a essas notícias, nem sequer vou fazer qualquer comentário. Faz lembrar aquela situação de um grande jogador que vinha para Portugal, no início da época, e não veio, e fez manchetes e encheram-se páginas de jornais durante quase 45 dias”, referiu, numa alusão à novela em torno de Edinson Cavani e o Benfica.
“Paulinho está disponível, está numa condição melhor e está convocado”, acrescentou.

O treinador disse ainda não estar preocupado pelo facto de Helton Leite, guarda-redes do Benfica, ter testado positivo após o jogo de quarta-feira.
“Vivo num meio extremamente controlado. Depois da minha casa, o meu local de trabalho é onde me sinto melhor nesta altura, tudo o que sai dessa órbita cria-me alguma ansiedade, entrar num supermercado, num elevador, até estar aqui. Fazemos testes diários, estamos num meio onde sentimos que há um controlo absoluto. Pode acontecer a qualquer um hoje em dia ficar infectado, mas temos que fazer tudo o que está ao nosso alcance para manter o futebol em activo, as pessoas estão em casa, é uma forma de as entretermos e nós somos pagos para isso, para entreter as pessoas. É um exemplo de luta contra o vírus, levar a nossa empreitada do princípio ao fim. Temos de saber viver com esta situação excepcional”.

Quanto à aproximação do SC Braga aos três grandes, Carvalhal lembra que “Benfica, FC Porto e Sporting foram, são e serão sempre os principais candidatos”. “O SC Braga está a fazer tudo por diminuir essa diferença e tem escalado uns degraus. Dentro de campo, o SC Braga tem capacidade de jogar olhos nos olhos perante qualquer adversário, em qualquer estádio”.

“Vai ser uma final muito bem disputada e nós queremos vencer”

É um discurso ambicioso em consonância com o do técnico Carlos Carvalhal. Ao lado do treinador na conferência de imprensa, Ricardo Horta foi o guerreiro escolhido para expressar a ambição que reina no plantel bracarense, em vésperas da quarta final da Taça da Liga da história do clube. Vencer é a palavra de ordem no balneário. De olhos na conquista do terceiro troféu.
“A equipa está focada na recuperação para estarmos na máxima força amanhã [hoje]. Estamos juntos, preparados para mais uma final e com muita intenção de a vencer”, sublinhou, garantindo que a equipa está pronta para a final, apesar do curto espaço de recuperação entre os jogos.

“Estamos habituados a ter esta sequência de muitos jogos em poucos dias e acho que vai ser um factor que não se vai sentir na final. Vão estar duas grandes equipas em campo, creio que vai ser uma final muito bem disputada e nós queremos vencer. Estamos preparados para o embate de amanhã [hoje]”, frisou, desejoso de voltar a festejar a conquista de um título.
Ricardo Horta é uma das estrelas da constelação guerreira - soma nove golos esta temporada e, na temporada passada, foi o herói da final ao apontar o golo que deu o triunfo do SC Braga frente ao FC Porto e a segunda Taça da Liga para o museu bracarense - e confessa viver o melhor momento de sempre.

“Se estou no melhor momento da minha carreira? Sim, acho que sim, todos os jogadores têm grandes momentos e momentos menos bons, faz parte. Sinto que estou num bom momento, já na época passada me exibi a um nível muito bom e posso dizer que estou na melhor fase da minha carreira. Mas isso também só é possível devido à fase que o clube e a equipa estão a passar. O clube tem evoluído bastante nos últimos anos, o meu contributo tem ajudado também para isso”, rematou Horta.

“A estrela que eu tenho pode fazer a diferença”

Em dois anos como treinador principal, Rúben Amorim chega à segunda final da Taça da Liga, depois de ter vencido na última época pelo SC Braga. Agora, ao comando do Sporting, quer voltar a festejar.
“A estrela que eu tenho pode fazer a diferença, é um ponto a favor do Sporting. Mas tudo depende do jogo, talvez quem marque primeiro... as incidências do jogo podem mudar tudo. Em Alvalade, houve um encaixe na forma de jogar, foi um jogo muito equilibrado, e acabou por sorrir à nossa equipa”, revelou, confessando a satisfação pessoal pela presença na final.

“É muito importante, são momentos diferentes, naquele momento tinha iniciado e era muito importante enquanto treinador vencer logo aquele título, pela pressão de vencer na última edição em casa. Agora, no Sporting, o momento é diferente, tenho um grupo muito jovem, muito inexperiente. Não é muito comum vermos um clube grande, com todo o respeito pelo SC Braga que já tem uma grande história também, mas a experiência neste caso está mais do lado do adversário do que do clube grande. A nossa equipa é muito jovem, mas tem uma grande ambição. Estou mais preocupado com os meus jogadores, do que comigo. Quero muito que eles ganhem porque são muito trabalhadores”, disse.

Quanto às diferenças em relação ao último duelo para o campeonato, “não serão muitas”: “duas equipas que agora já se conhecem melhor, porque já se defrontaram, talvez nos centrais do SC Braga, cá jogou o Rolando e o Raúl, no último jogo o Tormena e o Carmo, mas as ideias das equipas não têm mudado, continuam fortes. Sei que vai ser um jogo muito competitivo, como foi em Alvalade”.

Rúben Amorim multado, Sporting e FC Porto com processos disciplinares

O treinador do Sporting, Rúben Amorim, foi multado em 383 euros por faltar à flash interview, na meia-final da Taça da Liga, anunciou o Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). O treinador dos leões não marcou presença na obrigatória flash interview no final jogo, que o Sporting venceu por 2-1, garantindo um lugar na final da competição que será disputada este sábado, frente ao SC Braga. O CD da FPF anunciou ainda a abertura de processos disciplinares a Sporting e FC Porto, não sendo especificado o motivo, com os dois clubes a serem também multados em 714 euros por atraso no regresso das equipas após o intervalo.

José Peseiro espera “bom jogo”

José Peseiro considera que não há favoritos para a final da Taça da Liga entre SC Braga e Sporting, as duas únicas equipas que repetiu como treinador.
“Acho que há uma quota muito igual para as duas equipas. Penso que será um bom jogo, ambas as equipas têm qualidade, por isso eliminaram FC Porto e Benfica, e antevejo uma final disputada, com nível, em função do que é a qualidade dos seus jogadores e dos seus treinadores”, mas “em que é muito imprevisível dizer quem é favorito”, disse à agência Lusa.
O Sporting terá mais um dia de descanso, mas, para Peseiro, numa final, isso “não é tão relevante assim”. “Já vimos noutras finais a equipa com três dias de descanso vencer a que tinha quatro dias. Quem está numa final, está extremamente motivado. Claro que não é a mesma coisa, cientificamente não é, mas o SC Braga vai fazer tudo para ter os jogadores recuperados e não será isso que vai fazer a diferença, até porque não há prolongamento, decide-se em penáltis”.
Segundo o actual seleccionador venezuelano, “as duas equipas vão estar no seu melhor momento, motivadas e confiantes por estarem na final”, e “o que vai fazer a diferença é a qualidade do jogo, a equipa que errar menos e a que estiver mais concentrada”.

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