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Carlos Silva foi “exemplo” e deixou “marca”
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Carlos Silva  foi “exemplo” e deixou “marca”

Ensino

2020-11-28 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Departamento de Química da Universidade do Minho prestou, ontem, homenagem ao professor Carlos Silva, recentemente falecido.

Um homem “multifacetado e com inúmeras paixões”, o professor Carlos Silva, recentemente falecido, foi ontem homenageado pelo Departamento de Química da Universidade do Minho (UMinho). Dos inúmeros testemunhos ouvidos durante a tarde de ontem fica “o exemplo de dedicação à instituição”, que deixa uma “marca muito grande” em todos que tiveram “o privilégio e a oportunidade” de se cruzar com ele.

Da convivência mais próxima nos últimos dois anos, o pró-reitor para Investigação e Projectos, Filipe Vaz, lembrou “a calma” do professor sempre que havia problemas. “O professor estava sempre muito bem-disposto e tinha uma tendência natural para ajudar”, recordou Filipe Vaz, destacando-lhe ainda “a facilidade de comunicação, a dedicação, o compromisso e a paciência com que sempre ouvia as pessoas”.
O “sentido de pertença” à universidade demonstra que apesar da UMinho ter perdido muito com a sua morte, o certo é que Carlos Silva deixou “um grande legado”.

Carlos Silva doutorou-se em Ciências – ramo Química pela UMinho, integrando a academia a partir de 1988. Foi investigador do Centro de Química, onde coordenou o grupo de Química Sustentável: Novos Métodos e Materiais. Centrou a sua investigação em materiais sol-gel, géis de nanopartículas de metais e semicondutores funcionalizados, revestimentos de gel e revestimentos de protecção anticorrosão.
Ainda durante a homenagem foi realizada uma abordagem do percurso científico de Carlos Silva por Fernando Silva, Irene Montenegro, Michael Smith, Rita Figueira e membros dos centros I&D da Escola de Ciências da UMinho e ainda a referência ao seu percurso pessoal, por parte de actuais e antigos alunos, colegas de curso e colaboradores internacionais, além de companheiros da cultura, do desporto, da cidadania e da religião.

Destaque ainda para a presidente da Escola de Ciências da UMinho, Manuela Côrte-Real, que confidenciou que foi “um verdadeiro privilégio” ter o professor Carlos Silva na vida de todos, destacando também “a dedicação, o entusiasmo e o comprometimento com o ensino e a investigação”. A par de todo este trabalho, o professor tinha também grandes ligações à comunidade na realização da Festa da Ciência e da Noite Europeia dos Investigadores. “Esta cerimónia coincide com uma exposição que está patente no edifício da reitoria da UMinho, in- serida na Noite Europeia dos Investigadores”, referiu a presidente da escola, admitindo que o professor deixa “muitas saudades”.

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