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Braga

2021-03-03 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Com o desconfinamento, as livrarias podem atrair mais clientes a curto prazo, mas a médio prazo “a crise é inevitável”. Livraria Centésima Página abre portas através das plataformas digitais.

O actual cenário lançou “insegurança e muitas incertezas” e Helena Veloso, uma das sócias-gerentes da Livraria Centésima Página, considera “importante” que o livro seja classificado como bem essencial. Helena Veloso acredita que, a curto prazo, as livrarias de rua poderão atrair mais clientes, mas a médio prazo o que se espera é “uma inevitável crise”.
Depois do desconfinamento, Helena Veloso acredita que, tal como já aconteceu no Verão e Dezembro passados, as pessoas regressem às ruas e vão à descoberta de lojas como a Centésima Página. “O facto das pessoas não viajarem tanto e andarem a circular mais pelo nosso país acabam por descobrir o que há de diferente. Esta redescoberta do comércio local e do serviço mais qualificado que podemos oferecer chamou as pessoas e isso pode ser benéfico, pelo menos, a curto prazo”, explicou.
Mas esta proibição da venda dos livros, a médio prazo, poderá trazer o encerramento de algumas livrarias. “Estamos sempre à espera de uma nova crise, que vai ser inevitável com esta pandemia e os clientes também vão retrair o consumo”, alertou.
Apesar do primeiro confinamento ter sido “novidade” e ter apanhado toda a gente de surpresa, este segundo confinamento “está a ser mais duro”.
Helena Veloso lamentou que as livrarias não sejam uma excepção na lei tal como o foram outros estabelecimentos, como as papelarias.
“Tomamos a mesma atitude do que na primeira vez. Fechamos a livraria, mas continuamos a fazer expedições por correio e entregas ao domicílio”, contou a sócia-gerente.
O início do ano “é sempre” tempo de “arrumar a casa e fazer devoluções e uma série de tarefas, por norma nesta altura já se faz muito trabalho de bastidores”, referiu.
Com a livraria fechada, os colaboradores estão com horários limitados e adaptados à realidade de cada um. “A cafetaria encerrou, mas abrimos a porta para fazer take-away. Não houve grande adesão, mas temos alguns pedidos e tentamos nunca dizer que não”, confirmou.
Numa primeira fase, houve a possibilidade, como aconteceu em Abril, de vender o livro ao postigo, mas uns dias depois deixou de ser possível. “Achamos que era o que seria normal acontecer. Respeitamos. Obviamente numa primeira fase a proibição parece ser justa, mas no caso do livro, o que acontece é que a venda veio beneficiar as plataformas de venda on-line”, atirou Helena Veloso, adiantando que há editoras que viram ali o caminho para escoar produto. “Algumas vendem livros com descontos maiores ao consumidor da- queles que costumam fazer aos parceiros comerciais, como nós”, sublinhou a responsável, admitindo que “é uma atitude desesperada”.
Helena Veloso referiu que a Livraria Centésima Página continua a contar com os clientes habituais que fazem encomendas.
“Os nossos clientes continuam a telefonar e a encomendar e fazemos a entrega ao domicílio ou vai pelo correio”, referiu Helena Veloso, admitindo que as encomendas “são sempre uma quota muito residual, são vendas pequenas”.
Helena Veloso aplaudiu, entretanto, o trabalho da Rede de Livreiros Independentes (RELI), criada o ano passado no primeiro confinamento, e que já se constituiu como associação. “Já tem site e tem posicionamento no mercado a nível nacional. Se houver pedido na rede RELI, esse pedido é expandido para as livrarias e aí há uma série de clientes que acaba por vir ter connosco através da RELI”, destacou.

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