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Alto Minho

2021-04-25 às 10h11

Redacção Redacção

A Região do Alto Minho vai contar com centro que junta o ensino superior, a administração local, o associativismo e o tecido empresarial

O Instituto Politécnico de Viana do Castelo e mais 16 entidades formalizaram hoje, na Escola Superior Agrária do IPVC, em Ponte de Lima, a constituição do CITIN- Centro de Interface Tecnológico Industrial do Alto Minho, que vai ficar sediado na IN.Cubo, nos Arcos de Valdevez. Com um capital social de 360 mil euros, o CITIN, tem como objetivo produzir investigação para aumentar a competitividade das empresas da região assentando em três domínios de especialização: Sistemas avançados de produção, Sistemas Ciberfísicos e Indústria da Mobilidade e Ambiente.
Um projeto que, segundo o Presidente do Politécnico de Viana do Castelo, Carlos Rodrigues, vinha já a ser pensado há algum tempo, e que era um desígnio de várias entidades do Alto Minho. A oficialização do CITIN é para Carlos Rodrigues, “a concretização de vários anos de trabalho por parte do IPVC, que vem colmatar esta lacuna, uma vez que na região do alto Minho apenas está implementado uma infraestrutura tecnológica – a In.CUBO – que configura um Centro de Incubação de Base tecnológica, ou seja, na região não existia qualquer Centro de Interface Tecnológico. Até hoje”.
Para além do IPVC o CITIN é constituído pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, pela Confederação Empresarial do Alto Minho (CEVAL), pela Associação para o Centro de Incubação de Base Tecnológica do Minho (ACIBTM), e elas empresas: Antolin Lusitania, BMVIV, Coindu, DS Smith, EMIR, Metaloviana, NM3D, Portas Arcoense, SONORGÁS, The Tomorrow Company, TINTEX e West Sea.
O presidente da CIM Alto Minho, José Maria Costa, destacou o papel e a importância e o contributo do IPVC para este centro e para o desenvolvimento da região. “O Instituto Politécnico é um dos maiores ativos que temos no território, instalado em vários concelhos o que do ponto de vista da gestão pode ser complicado, mas por outro lado é uma grande vantagem competitiva porque as escolas do ensino superior que estão no território são escolas que vão estimular esse mesmo território porque vão estimular competências, vão articular com as instituições locais, vão também dinamizar do ponto de vista social e cultural, mas acima de tudo vão tornar esses territórios mais competitivos”.
João Manuel Esteves, Presidente da Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez, considera que o CITIN, vai ser um “agregador de vontades em torno do objetivo principal do centro que é o de tornar as empresas mais competitivas e inovadoras que vão gerar postos de trabalhos mais qualificados, recursos humanos com mais competências, aumentando desta forma o rendimento quer para as pessoas, quer para as empresas e para a região”.
Para Luís Ceia, do CEVAL, no CITIN está “criado um ecossistema onde as empresas podem interagir com a Academia, com a tecnologia, ou seja, temos aqui um catalisador da inovação. E, é isso que é isso que o CITIN deve ser”.
Já Francisco Araújo da IN.Cubo, considera que o CITIN vai ser “uma alavanca pelo facto da região ter um centro de investigação que permita não ser só um centro de investigação do Politécnico mas que seja sobretudo um centro de investigação direcionado para as empresas. Aquilo que se pretende é que sejam as empresas a tomar a condução desta infraestrutura”.

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