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Braga

2019-04-24 às 06h00

Patrícia Sousa

Ensino Profissional também esteve em destaque no ‘Profissionaliza-te!’. Braga tem “rede de excelência”, mas falta “desmistificar” a ideia errada que existe junto dos alunos, família e empresas.

Apesar do balanço de dois anos de programa Qualifica ser “globalmente positivo” e ser “um sinal de virar a página”, para a presidente da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) “o caminho está longe de estar completo”. Os resultados apresentados ontem na 2.ª edição do ‘Profissionaliza-te!’, que se realizou no Altice Forum Braga, “são promissores, mas é preciso alavancar e melhorar a capacidade de chegar aos públicos que ainda precisam de respostas formativas”, assumiu Filipa Jesus.
Por isso, a Carta de Compromisso da Rede de Centros Qualifica do concelho, assinada ontem pelos responsáveis dos cinco centros existentes em Braga (Câmara Municipal de Braga, Associação Comercial de Braga, IEFP, Inovinter e IPME), “vai fortalecer dinâmicas do trabalho em rede e sinaliza um passo em frente no sentido de reforçar as parcerias e estratégias locais de trabalho colaborativo”, assegurou a presidente daquela agência, acreditando que todos eles têm “potencial de crescimento da actividade e a possibilidade de melhorar o desempenho e de reforçar as parcerias entre si e outras entidades”.
Na sessão de abertura do ‘Profissionaliza-te!’, um programa de promoção do ensino profissional e da qualificação, a presidente da ANQEP começou por destacar que “num país com mais de metade da população adulta que não completou o ensino secundário, o programa Qualifica conseguiu, entre Janeiro de 2017 e Março de 2019, mais de 315 mil inscrições, 250 mil encaminhamentos, mais 200 mil certificações e ajudar 36 mil pessoas a concluir o 9.º e o 12.º anos”.
Outra aposta da ANQEP é a valorização dos cursos profissionais e no seu contributo para a modalidade de dupla certificação. “A expressão destas modalidades têm vindo a aumentar fruto da importância dos cursos profissionais. Em 2017, cerca de 76% do total de alunos inscritos em modalidades de dupla certificação eram provenientes de cursos profissionais. Trata-se de uma modalidade que permite a conciliação da educação, da formação ao mundo do trabalho através da qualificação profissionalizante e também para prosseguimento de estudos numa lógica de forte articulação com as dinâmicas socio-económicas do território”, sublinhou a presidente daquela agência.
São “prioridades” para o ensino profissional, assumiu Filipa Jesus, “o reforço e participação das Comunidades Intermunicipais (CIM) e Áreas Metropolitanas nos processos de concertação da rede dos cursos profis- sionais desenvolvidos anualmente, já que é preciso fazer o ajustamento das ofertas de qualificação às necessidades do mercado de trabalho”. E a este nível, garantiu aquela responsável, “os progressos são assinaláveis”, em 2015 o programa tinha a participação de quatro CIM, hoje já são 16. É absolutamente prioritário aprofundar este trabalho com as CIM tendo sempre em consideração a antecipação das necessidades de qualificação”.
A outra prioridade “é a promoção da qualidade no âmbito dos cursos profissionais. Destaca-se aqui o envolvimento dos empregadores, que são peça-chave na garantia do sucesso”, constatou.

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