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Centurium “abraça” inclusão e chega a mais instituições

Braga

2021-02-19 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Academia Social do programa educativo Centurium dá mais um passo para chegar a todos. Neste momento, técnicos estão a validar o programa e clientes e famílias vão ser convidados a jogar.

Da experiência com as crianças com necessidades educativas especiais nas escolas e o trabalho já feito com a APPACDM e a Cerci à inclusão do Centurium na edição da Semana Incluir+, promovida pela Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, foi um pequeno passo. O programa educativo Centurium “abraçou” o desafio e já está a promover um ciclo de capacitação que chega agora à Cerci, à APPACDM e à Associação de Paralisia Cerebral de Braga. A prova de que no Centurium “os jogos são para todos” é a validação por parte dos técnicos e a reacção e adesão dos clientes e famílias.
O Centurium volta “a replicar o modelo de contágio”, aplaudiu o mentor do programa educativo, referindo que as próprias famílias dos clientes das instituições são convidadas a participar.

“O Centurium nas escolas faz todo o sentido e fora das escolas está a fazer cada vez mais sentido”, assegurou Paulo Morais, adiantando que se pretende envolver as famílias, inclusive na construção de tabuleiros.
A Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva acabou por fazer aqui “a ponte” entre o programa educativo e as instituições. Maria Peixoto, responsável pelo sector de Apoio à Inclusão da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, começou por contextualizar que acção formativa Centurium Incluir + integrou a 5.ª edição da Semana Incluir+ e aquelas três instituições aceitaram o convite. Nas edições futuras da Semana Incluir + o objectivo é “dar continuidade a esta parceria e trazer mais associações no âmbito da inclusão para o programa educativo”, assumiu Maria Peixoto.

Paula Miranda, psicóloga da Associação de Paralisia Cerebral de Braga, começou por evidenciar as “mais-valias” do programa educativo com a aplicação do Jogo O Moinho. “É muito importante para os nossos clientes, porque o jogo envolve muitas competências, nomeadamente a interacção e a linguagem”, explicou Paula Miranda, admitindo que o facto de ser “um jogo simples vai permitir que seja uma experiência de sucesso, dando confiança aos clientes”.
Mas as mais-valias não se ficam por aqui. “Este projecto tem muito potencial e dá também a possibilidade de, quando for possível, ter interacção com outras entidades e outros jovens”, defendeu.

Com o Centro de Actividades Ocupacionais encerrado, a instituição tem desenvolvido as ‘Sebentas do Confinamento”, onde uma série de actividades são monitorizadas ao longo da semana. Na primeira videochamada deste segundo confinamento foi apresentado o programa educativo Centurium aos clientes e familiares.
Neste momento, a instituição ainda está a dar os primeiros passos. “Uma das questões que estamos a resolver é a adaptação do jogo on-line por causa do contraste das cores para ser mais fácil de ser utilizado pelos clientes”, adiantou Paula Miranda, sublinhando ainda a necessidade de alterar a numeração romana e de fazer equipas.

Nesta fase vai ser também construído um manual para disponibilizar aos cuidadores. “Queremos que saibam como surgiu o programa educativo Centurium, em que consiste e quais são os objectivos. Queremos o envolvimento dos cuidadores ao longo de todo o processo, até porque há aqui a necessidade de muita repetição”, justificou.
Entretanto, a instituição já recebeu os kits Centurium oferecidos pela Câmara Municipal de Braga. “Quando voltarmos ao trabalho presencial também vamos ter que fazer algumas adaptações. Os nossos clientes têm dificuldade em pegar nas peças, por isso, vamos fazer uma adaptação às peças e até ao próprio tabuleiro para ter mais estabilidade”, contou.

Já a terapeuta ocupacional da Associação de Paralisia Cerebral destacou o “trabalho de equipa” que está a ser desenvolvido, evidenciando aqui os ajudantes de acção directa. “São eles que trabalham directamente com eles e fazem-nos chegar as reais dificuldades para conseguirmos fazer as adaptações necessárias”, constatou Carolina Cunha, sublinhando que com este programa se está a “dar oportunidade aos clientes de interagirem, conversarem e receberem feedback positivo”.

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