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As Nossas Escolas

2020-05-03 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Intencionalidade é o que o Centurium tem levado para as casas de muitas famílias, que já não passam sem os jogos romanos de tabuleiro. “Este é um recurso que facilita a aprendizagem e estamos a acrescentar valor”, defendeu Paulo Morais.

O papel do programa educativo Centurium está a ser “surpreendente”, quando entra na casa de muitas famílias. “O Centurium é convidado especial a entrar nas salas de estar das famílias e o mais importante é que leva intencionalidade em várias áreas e a família acaba toda envolvida. Este é, sem dúvida, um recurso que facilita a aprendizagem e leva intencionalidade para casa dos alunos, por isso, estamos a acrescentar valor”, defendeu o mentor do projecto, Paulo Morais.
Nesta fase de confinamento, o Centurium tem sido utilizado como recurso. “Temos tido muitas solicitações, em primeiro lugar pelos alunos, que têm iniciado o trabalho junto das famílias, mas também por muitos professores”, contou o também professor de Matemática.

Paulo Morais refere que a probabilidade dos pais ouvirem e assistirem às aulas é muita, por isso, acabam por se “mostrar interessados e entusiasmados com o projecto”.
A “grande confusão” que está a haver hoje em dia é que os pais estão a assumir o papel de professores, mas para o responsável “o grande problema é que os próprios pais nunca se habituaram a organizar o trabalho. Os pais educam e organizam”. Perante este cenário, Paulo Morais foi peremptório: “o Centurium trouxe esta intencionalidade para a casa de muitos alunos. Através do jogo surge a experiência e a participação em tarefas, os pais acabam por se mostrar interessados e os próprios professores criam outras dinâmicas”.

O Centurium teve início na sala de aula, sendo utilizado pelos professores com os alunos, mas nesta fase de isolamento social que é “um reflexo muito positivo”, os alunos transportaram os jogos para as famílias.
“Os próprios professores estão a valer-se do trabalho feito e há muita articulação de recursos. Os alunos transportaram para casa muitos recursos e as famílias envolvem-se neste processo de aprendizagem e aquisição de novas competências com base na interdisciplinaridade”, referiu ainda Paulo Morais, sublinhando o facto dos professores estarem a “explorar ainda mais as questões da autonomia, levando a intencionalidade à orientação do trabalho que está a ser feito em família”.

O mentor do projecto tem sido convidado pelos professores para dar apoio de retaguarda para as acções dos momentos, desde a produção de conteúdos à organização e gestão de informação, bem como a esclarecimento de dúvidas e organização de acções. “Tenho sido convidado para entrar com os professores, em trabalho colaborativo, nas sessões com os alunos e depois as famílias procuram e convidam o Centurium para as salas de estar”, observou.
Muitas crianças que não têm acesso aos recursos digitais, o Centurium tem sido entregue em mão junto com as outras tarefas escolares. “Este é, sem dúvida, um recurso que facilita a aprendizagem e leva intencionalidade para a aprendizagem e estamos, por isso, a acrescentar valor”, garantiu.

Programa educativo a partir de casa

O Centurium segue pela mãos dos legionários. Não faltam exemplos de professores que, apesar da distância, mantém o projecto educativo Centurium muito activo e, desta vez, nas casas dos alunos.
A coordenadora do programa educativo na EB2, Dr. Francisco Sanches, em Braga, é um bom exemplo das dinâmicas que estão a acontecer. A professora Centurium, Joana Tinoco, partilhou com o Correio do Minho como está a implementar este recurso na promoção e envolvimento dos alunos com as tarefas de Matemática à distância, em casa. Descobrimos que nesta tarefa, vem muito mais que o aluno, vem a família também.
“Esta foi a primeira semana de aulas do terceiro período, em casa. Sendo o nosso contexto bastante desfavorecido em termos tecnológicos decidi desafiar os meus alunos das três turmas, do 7.º e 8.º anos, que vissem os tutoriais dos jogos romanos de tabuleiro e construíssem o tabuleiro do jogo que mais gostam para depois jogarem em família”, revelou a professora de Matemática, defendendo que “é preciso haver muita calma, nesta fase, para os alunos perceberem também onde estão e o que há para fazer”.

O resultado foi “surpreendente”, confidenciou a professora Centurium. “Este tipo de projecto permite desenvolver diversas capacidades e competências e envolver as famílias. Os meus alunos sentem-se activos, úteis, interessados e bem-dispostos e, nesta fase, tudo isso é extremamente importante”, confirmou a professora.
Quase todos os alunos aceitaram o desafio e conseguiram cumprir a tarefa com a ajuda dos pais e até dos irmãos. “Recebi fotografias dos meus alunos a construírem os tabuleiros com a ajuda da família e, no final, todos a jogarem. Este envolvimento da família é muito importante”, assegurou a professora de Matemática, referindo que os alunos aproveitaram para fazer tabuleiros de diversos materiais e usando diferentes técnicas. “É muito importante, os alunos terem objectivos diferentes dos habituais e que envolvam as famílias e o certo é que os meus alunos têm respondido de forma muito activa, interessada e feliz”, confirmou Joana Tinoco, referindo que a escola está mais misturada do que nunca com a família e esta é uma “mistura feliz”.

Também a professora Sónia Santos, da EB Padre Manuel de Castro do Agrupamento de Escolas Abel Salazar, em Matosinhos, decidiu desafiar os alunos do 3.º ano a jogarem on-line. “Decidi partilhar o tabuleiro on- line com os alunos e eles partilham uma série de desafios, dois a dois, ou até a turma toda”, contou Sónia Santos, adiantando que os mais novos já jogaram os jogos moinho e soldado.
“No início, os alunos estavam um pouco cépticos, porque não imaginavam que era possível fazer a partilha do tabuleiro e cada um conseguir jogar, em simultâneo, a partir de casa. Quando se aperceberam que era possível ficaram entusiasmados e acharam que a actividade era fantástica”, contou a professora, referindo que muitos pais já a contactaram, porque ficaram “muito agradados” com a experiência, sendo que este modelo também “ajuda a integrar muito mais as crianças com necessidades educativas especiais”.

A professora garantiu que este projecto é para continuar. “A ideia era trazer o Centurium para o agrupamento. Neste momento somos uma ‘espécie’ de projecto-piloto em sala de aula, mas o objectivo é fazer torneios inter- turmas e desenvolver o projecto, mas com a Covid-19 os planos ficaram adiados”, justificou.
Apesar de estar a ‘entrar’ de forma “muito embrionária”, o certo é que uma professora da escola já se mostrou interessada. “Vamos deixar acalmar esta loucura inicial do ensino à distância para fazer um torneio on-line entre as duas turmas”, avançou Sónia Santos.

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