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Cidade deve homenagear ‘Os Democratas de Braga’
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Cidade deve homenagear ‘Os Democratas de Braga’

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Cidade deve homenagear ‘Os Democratas de Braga’

Braga

2021-10-14 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Marcos Sá, neto de Victor Sá entende que ‘Os Democratas de Braga’ deverão alvo de um reconhecimento público. Apelo foi feito na homenagem prestada ontem ao homem que, em 1958, escreveu ‘Manifesto aos Portugueses’, pedindo a demissão de Salazar.

Marcos Sá, neto de Victor de Sá, cujo centenário do nascimento está a ser assinalado, defendeu ontem que a cidade deve homenagear ‘Os Democratas de Braga’, grupo onde o livreiro, escritor, editor, historiador, investi- gador e professor universitário se destacou, a par de outras figuras como Lino Lima e Humberto Soeiro.
“Os Democratas de Braga devem ser reconhecidos, não o cónego Melo”, afirmou Marcos Sá, numa homenagem que a Universidade Lusófona promoveu ontem, em Lisboa, a Victor de Sá,
No estabelecimento de ensino onde o seu avó “deu as suas últimas aulas e onde efectuou o seu último acto de cidadania criando a biblioteca da Universidade e doando parte do seu espólio”, Marcos Sá expressou a opinião de que Lino Lima e Humberto Soeiro deveriam, tal como Victor de Sá foi o foi por Mário Soares, em 1990, ser reconhecidos com a Ordem da Liberdade, pelo papel que tiveram na luta contra o regime fascista antes do 25 de Abril de 1974.
“O movimento dos Democratas de Braga teve relevância nacional e foi referência para várias gerações”, sublinhou.
Na homenagem prestada pela Universidade Lusófona, onde esteve acompanhado de Victor Louro de Sá, filho de Victor de Sá, o neto classificou o avô como “um verdadeiro democrata, antes de ser comunista”.
Segundo Marcos Sá, que foi deputado e é dirigente do Partido Socialista, Victor de Sá foi “um homem muito afável, sempre disponível e que sabia ouvir”.
Segundo o neto, “Victor de Sá falava muito pouco, mas o que dizia criava impacto nas pessoas”.
A “dimensão antifascista” foi o que mais fascinou Marcos Sá no avô, com quem conviveu de perto na Universidade Lusófona, depois dos estudos secundários feitos em Braga.
Primeiro deputado do PCP eleito no distrito de Braga, en- tre 1980 e 1981, Victor de Sá foi recordado ontem pela direcção da Organização Regional de Braga dos comunistas como uma “personalidade multifacetada” e “um lutador coerente e persistente”
Depois de terem feito aprovar pela vereação da Câmara Municipal de Braga um conjunto de propostas comemorativas do centenário de Victor de Sá, o PCP espera que as mesmas se concretizem, nomeadamente a colocação de uma placa alusiva no passeio frente ao local onde funcionou a livraria Victor, na Rua dos Capelistas, e a atribuição do nome de Victor de Sá a uma sala de leitura da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva;
Um ‘Roteiro da Resistência’, dirigido à população estudantil do concelho e aos turistas, com a identificação dos espaços de encontro dos democratas e antifascistas de Braga, a par de um concurso de ideias para elaboração de peça escultórica alusiva à resistência e luta pela cemocracia, junto ao Theatro Circo, “local de manifestações pela liberdade”, são outras sugestões do partido onde Victor de Sá militou.
Os comunistas bracarenses sugerem também a reedição, através da Fundação Bracara Augusta, da obra ‘Testemunho de um Tempo de Mudança” e a disponibilização gratuita em formato e-book da mesma na página do Município na internet

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