Correio do Minho

Braga, segunda-feira

- +
Classificação luso-galaica quer preservar pesqueiras ancestrais do rio Minho
Rancho Folclórico S. João Baptista honra a tradição há 26 anos

Classificação luso-galaica quer preservar pesqueiras ancestrais do rio Minho

Município entregou aspiradores urbanos elétricos a quatro vilas de Guimarães

Classificação luso-galaica quer preservar pesqueiras ancestrais do rio Minho

Alto Minho

2020-01-26 às 12h27

Redacção Redacção

Norte de Portugal e Galiza partilham custos de classificação de pesqueiras ancestrais do rio Minho. Além do estudo que vai suportar a classificação, o projecto inclui uma exposição.

O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho disse ontem à Lusa que os custos da candidatura das pesqueiras do rio Minho a património imaterial é partilhado pelo Norte de Portugal e pela Galiza, em Espanha.
Segundo o AECT Rio Minho, em Portugal, a CIM do Alto Minho suportará cerca de 50 mil euros, e a província de Pontevedra, em Espanha, 45 mil euros

A candidatura das pesqueiras a património imaterial integra-se na ‘Estratégia de Cooperação Inteligente do Rio Minho Transfronteiriço _Smart_Miño’, cofinanciado pelo Programa Interreg V A (POCTEP) e pretende preservar aquele que é considerado um ‘tesouro vivo’ da pesca artesanal dos dois países.
Em Portugal, o processo ‘As Artes da Pesca nas Pesqueiras do Rio Minho’ será registado, em Fevereiro, no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, procedimento que será seguido por Espanha com a inscrição nas Listas Nacionais de Património Cultural.

As pesqueiras, estruturas antigas em pedra, são descritas como “habilidosos sistemas de muros construídos a partir das margens, que se assumem como barreiras à passagem do peixe, que se via assim obrigado a fugir pelas pequenas aberturas através das quais, coagido pela força da corrente das águas, acabando por ser apanhado em engenhosas armadilhas”.
“O AECT Rio Minho pretende reforçar a consciência de que o património associado às pesqueiras é um dos mais ricos representantes da herança patrimonial que relaciona a cultura material à cultura imaterial e natural do rio Minho”, sustenta aquele organismo.

Constituído em Fevereiro de 2018 e com sede em Valença, o AECT Rio Minho abrange um total de 26 concelhos: os 10 municípios do distrito de Viana do Castelo que compõe a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho e 16 concelhos galegos da província de Pontevedra.
Em Portugal, a intenção de candidatura das pesqueiras a património imaterial partiu da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho. A estrutura formada pelos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo lidera o processo que integra ainda o Aquamuseu do Rio Minho, em Vila Nova de Cerveira. Em Espanha, é a Província de Pontevedra que conduz o “processo similar” de classificação.

“As construções pressupõem um saber e compreensão da bacia do rio, das suas características biológicas, eco ambientais, físicas, orográficas, e as artes de pesca, testemunhas do conhecimento e vida das comunidades ribeirinhas e do seu sentimento de pertença”, refere.
A associação transfronteiriça defende que “as práticas e saberes associados aos artefactos usados e técnicas de pesca demonstram um património imaterial complexo, resultante da interligação entre meio físico, saberes tradicionais nas artes de fazer e formas de apropriação dos recursos”.

“O AECT Rio Minho espera uma valorização deste património na comunidade nacional e internacional. Com a sua inventariação rigorosa pretende-se um conhecimento preciso dos riscos sociais, administrativos e ambientais, e das condições de manutenção deste património, da salvaguarda dos valores excecionais que revela, que permita a autoestima dos pescadores locais e das comunidades ribeirinhas, e que contribua para um desenvolvimento endógeno e sustentável”, sustenta.
Além do estudo que vai suportar a classificação, o projecto inclui uma exposição intitulada ‘Rio Minho - Memórias Transfronteiriças’, a inaugurar em Março. A mostra irá percorrer os municípios transfronteiriços para “espelhar quer as suas águas, quer as margens e quem nelas vive, as suas técnicas, a música, a gastronomia, a língua e os jogos”.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.