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Ensino

2020-03-30 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Repto foi lançado pela directora do Colégio Luso-Internacional que que transformou a instituição num autêntico centro de apoio aos mais frágeis, apoiado por várias entidades e dezenas de voluntários.

Em praticamente duas semanas Helena Pina-Vaz criou uma rede de apoio que chega aos cidadãos mais desprotegidos no concelho apanhados no meio da guerra contra o Covid-19. São famílias muito carenciadas, idosos em situação de isolamento e sem-abrigo os que mais têm beneficiado com esta rede de ajuda que serve uma média de 150 refeições diárias, de segunda a sexta--feira, e 260 ao fim-de-semana.
“Tudo começou quando a Refood encerrou a sua actividade e decidi lançar o repto nas redes sociais”, conta-nos Helena Pina-Vaz, directora do Colégio Luso-Internacional de Braga, sediado em Gualtar, que por estes dias se transforma num autêntico centro logístico de apoio aos mais vulneráveis na actual conjuntura.
Da cozinha do colégio têm saído semanalmente, de forma inteiramente gratuita, um total de cerca de 1420 refeições.
De todos os lados têm chegado não só mãos amigas que ajudam a montar toda a linha de produção e distribuição das refeições, mas também dos bens alimentares necessários para a confecção das refeições.
“Desde os pais, aos alunos que também colaboram com a confecção de algumas coisas em casa, de muitos anónimos”, explica Helena Pina-Vaz que é também presidente da Habitat for Humanity Portugal, uma Organização não-Governamental (ONG).
“As funcionárias da cozinha do colégio ajudam-nos a cozinhar. Vários pais também nos fizeram chegar donativos em dinheiro. Começaram também a chegar colaborações de organizações como o Banco Alimentar, a Cruz Vermelha. Recebemos esta sexta-feira também ofertas vindas por parte do Hotel Meliã, do MARB, da Quinta Pedagógica, mas há mais e de pessoas anónimas também”, continua a responsável do CLIB, acrescentando que rapidamente se formou uma rede de voluntários - “com uma lista de espera” - que se responsabiliza não só por sinalizar os casos, mas também pela recolha dos donativos e entrega das refeições.
“Alocámos os voluntários aos diferentes sectores, cada um faz as suas tarefas. Está a correr muito bem”, assume Helena Pina-Vaz, garantindo todos têm respeitado as regras do distanciamento. “Um dos princípios é ter o mínimo de voluntários juntos. Por, exemplo, as equipas de distribuição só vêm até a porta do colégio e deixam aí o carro para carregar”, explica.
Os beneficiários do Refood, “aqueles que não têm forma de cozinhar em casa” foram os primeiros a usufruir deste apoio, mas depressa chegaram mais. “A Cáritas soube desta acção e contactou-me porque não sabiam se de um momento para o outros teriam de fechar a instituição, passando-nos logo os utentes que apoiam durante o fim-de-semana. Um grupo de pessoas que acompanham os sem-abrigo também me pediu apoio. Mais tarde também entraram algumas famílias. Há outra associação que apoia idosos que também nos passou os seus beneficiários. Todos os dias sobe o número de pedidos”, explica Helena Pina-Vaz.
“Este é o sentimento comum de que a acção humanitária é uma emergência que não pode entrar em quarentena”, remata a directora do CLIB.

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