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Comerciantes estão aliviados com abertura, mas pedem respeito pelas regras em vigor
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Comerciantes estão aliviados com abertura, mas pedem respeito pelas regras em vigor

“O que treinámos reflectiu-se em jogo e por isso estou satisfeito”

Comerciantes estão aliviados com abertura, mas pedem respeito pelas regras em vigor

Braga

2021-04-06 às 11h30

Paula Maia Paula Maia

A maioria das lojas de rua abriu as suas portas para uma nova fase. As poucas que não cumpriam os requisitos necessários reduziram a sua capacidade para receber clientes. Restaurantes tentam agora também recuperar algum dinheiro.

A esmagadora maioria das lojas de rua em Braga abriu ontem as suas portas após de um período de vendas ao postigo. São espaços com área de venda ou prestação de serviços inferior a 200 metros quadrados e que têm entrada autónoma e independente pelo exterior. Para a próxima fase ficam apenas lojas dos centros comerciais que não vendam bens essenciais, a não ser que tenham uma entrada independente pelo exterior.

Entre os comerciantes o sentimento é igualmente de alívio, mas também de apreensão. Alívio porque finalmente podem retomar o seu negócio e fazer face a meses de receitas praticamente nulas. Apreensão porque mais pessoas a circular significa riscos acrescidos.

Unânime parece ser a ideia de que a retoma será muito lenta face à perda de poder de compra e/ou retracção por parte dos consumidores.mComo o CM constatou no primeiro dia de abertura, há sectores cuja retoma será mais favorável do que outros.

Os estabelecimentos da restauração e similares esperam, a partir de agora, acelerar os seus negócios com a abertura das esplanadas a grupos que não podem ultrapassar as quatro pessoas. Os horários merecem, desde logo, críticas dos empresários, que não compreendem o porquê de durante a semana poderem trabalhar até às 22.30 horas e aos sábados, domingos e feriados até às 13 horas.

“Não entendo o critério. Cortam-nos as pernas”, desabafa Inês Machado, gerente do restaurante ‘Caldo Entornado’, que face à redução de capacidade do seu espaço não traçou qualquer expectativa para os próximos tempos. “A minha capacidade não é grande, porque temos de manter o distanciamento”, diz a empresária que durante o confinamento trabalhou em serviço de take-away. “Como somos um restaurante de comida tradicional eram mais os amigos que pediam alguma coisa. Foi um serviço muito residual”, confessa Inês visivelmente emocionada. A empresária vê com bons olhos o aumento de fluxo de pessoas na cidade, mas confessa sentir “algum medo”. “Algumas pessoas ainda não têm consciência que têm de cumprir o distanciamento”, continua, acrescentando que prefere arrancar “mais devagar”, mas “em segurança”. Para dinamizar o negócio, vai optar por menus mais ligeiros, “snacks para as pessoas estarem nas esplanadas e beberem um copo”.

A avaliar pelo dia de abertura, o sector de vestuário poderá apresentar bons indicadores, já que em muitas lojas as filas à porta eram longas. Uma lufada de ar fresco para quem perdeu praticamente a coleccão de Outono/Inverno ou que procura agora vender artigos a preços de saldo.

“Não parámos um segundo desde que abrimos. É muito bom. As pessoas parecem estar com ‘fome’ de comprar. Tive uma senhora que estava à porta faltavam ainda dez minutos para a abertura”, referiu ao CM a gerente de uma loja de vestuário situada na Rua do Souto. E se a colecção de Inverno “foi devolvida ao armazém”, a de Primavera/Verão poderá ter um destino diferente. “Não foi fácil nem está a ser, mas esperamos recuperar”, diz a empresária sublinhando que este primeiro dia do novo desconfinamento “trouxe muita gente à rua”.

Numa outra loja, desta feita Avenida Central, o primeiro dia de vendas também correu acima do previsto. “Pelo movimento nas primeiras horas e pelo número de pessoas que vemos na rua estamos confiantes”, diz o gerente da loja de quatro andares que para não ultrapassar a área exigida optou por fechar dois deles. “Só daqui a 15 dias é que iremos, em princípio, abrir a loja toda”, continua o responsável que procura agora recuperar de um “período muito mau durante o confinamento”.

Numa das lojas centenárias de Braga no sector da retrosaria, o panorama era um pouco diferente nas primeiras horas da manhã. Arminda Fernandes, que trabalha no Pereira das Violas há mais de meio século, adianta que as vendas ao postigo “até não correm mal”, mas não antevê muito fluxo de clientes nos próximos tempos.

“Este segundo confinamento foi muito mau relativamente ao primeiro. Trabalhamos muito mal porque as pessoas precaveram-se”, diz Arminda, considerando que apesar do movimento crescente nas ruas, o poder de compra é hoje mais reduzido. “Penso que será a pior crise que esta casa deverá atravessar desde que aqui trabalho. Não comparável ao período da Troika”, adverte, apelando também para o respeito das normas de segurança por parte das pessoas para não assistirmos a novos retrocessos.

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