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Comissão de Viticultura convoca agentes a “apanhar comboio da sustentabilidade”
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Comissão de Viticultura convoca agentes a “apanhar comboio da sustentabilidade”

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Comissão de Viticultura convoca agentes  a “apanhar comboio da sustentabilidade”

Economia

2021-05-14 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

A Estratégia de Sustentablidade para a Região dos Vinhos Verdes está a dar os “primeiros passos” pela acção da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, em parceria com a AgroGes. Manuel Pinheiro diz que se trata de “assegurar o futuro”.

É pelo caminho da “sustentabilidade ambiental, social e económica” que a Região dos Vinhos Verdes pretende criar “mais-valia” para o negócio, preservar o património e assegurar o futuro, mas convocando todos os agentes da vinha e do vinho a participar no desenho da estratégia final. A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) apresentou, ontem, a ‘Estratégia de Sustentabilidade para a Região dos Vinhos Verdes’, apontando para alguns bons exemplos que, a título individual, já estão a apostar nesta área da sustentabilidade na região através da viticultura biodinâmica ou da produção de vinho biológico.

“Estamos a dar os primeiros passos no caminho da sustentabilidade porque queremos que a nossa Região dos Vinhos Verdes se afirme como uma região que cuida das pessoas que aqui vivem e da comunidade que aqui se desenvolve e que cuida também do seu ambiente, não só por uma questão de princípio, mas porque somos uma região de presente e queremos ser uma região de futuro”, assinalou Manuel Pinheiro, presidente da CVRVV, na sessão de abertura da iniciativa que decorreu online, por via ‘Teams’, sendo acompanhada por mais de uma centena de participantes.
Em termos gerais, a CVRVV, em parceria com a AgroGes, pretende trilhar o caminho da sustentabilidade de forma efectiva e estratégica na Região dos Vinhos Verdes.

Rui Madureira Pinto, da CVRVV e coordenador da ‘Estratégia de Sustentablidade para a Região dos Vinhos Verdes’, explicou que o projecto já constava inclusive do plano de actividades de 2020, mas acabou por ser protelado devido à pandemia de Covid-19 e está agora lançado no plano deste ano.
“A Região dos Vinhos Verdes é uma região muito heterogénea e muito grande, com cerca de 16 mil hectares de vinha instalada, 15 mil viticultores e com cerca de 400 agentes económicos a operar”, caracterizou o responsável, apontando ainda para a “antiguidade” e com muitas parcelas, em que cada viticultor possui uma área média entre um e pouco mais de um hectare.

“Este é um projecto que pretende incluir todos os stakeholders (operadores) que gravitam à volta do vinho e da vinha e queremos que toda a gente entre neste comboio, onde devem ir entrando uma vez que os referenciais de sustentabilidade económica, ambiental e social são já uma necessidade e um requisito do mercado nacional e internacional”, frisou o coordenador do projecto da CVRVV, acrescentando que este caminho sustentável não se deve apenas às novas estratégias comerciais, mas, sobretudo, para ir de encontro aos nossos desejos de uma sociedade com mais preocupações ambientais.
Rui Madureira Pinto apontou para a importância de “todos” os agentes da cadeia de valor relativa à produção e distribuição de vinhos verdes “apanharem o comboio da sustentabilidade”, pois ela é essencial do ponto de vista do mercado e que é preciso unir esforços nesse sentido.

Práticas sustentáveis da produção à distribuição

Uma maior eficiência operacional, com a redução dos desperdícios e com o reaproveitamento de materiais, uma maior rentabilização da água e energia são algumas das acções que podem ser implementadas para trilhar o caminho da sustentabilidade. Entre os exemplos que, ontem, foram dados pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), destaque para a ‘Soalheiro’, de Melgaço, que já entrou no comboio da sustentabilidade inovando com uma garrafa sustentável, “mais amigas do ambiente” e com menos 19% de vidro (100% reciclado), reduzindo a pegada carbónica no transporte e até mais fácil de manusear pelo consumidor.
São várias as estratégias que podem ser utilizadas na produção e distribuição do vinho rumo a uma maior sustentabilidade de todo o processo, tal como indicou Marta Mendonça, da Porto Protocol, na sessão de apresentação da nova estratégia da CVRVV, apontando que há até mercados como o canadiano, que já tem esta matéria legislada, impondo limites ao peso das garrafas ou o Reino Unido, que importa já 70% do vinho a granel, impondo critérios ambientais e sociais com impostos aos fornecedores.

Da redução do impacto da embalagem, por exemplo, através da utilização de caixas ou garrafas de plástico recicladas à implementação de soluções base natural, como a ‘Soalheiro’ que aposta em coberturas vegetais, à utilização de animais na produção, reavaliação das fontes de desperdício e das fontes de energia usadas, medição da pegada carbónica até à responsabilidade social, pagando um salário justo aos trabalhadores, há muito caminho a percorrer rumo à sustentabilidade das produções de vinho verde, que a CVRVV garante que será ‘um selo’ que o mercado quer e pelo qual o consumidor paga até melhor.
Refira-se que a Região dos Vinhos Verdes conta com 17 mil hectares de área de vinha em produção, que, em 2020, produziu mais de 84 milhões de litros vinho, dos quais cerca de 37% foi para exportação.

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