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Comissão dos Vinhos Verdes seduz com nova campanha promocional
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Comissão dos Vinhos Verdes seduz com nova campanha promocional

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Comissão dos Vinhos Verdes seduz com nova campanha promocional

Economia

2020-05-23 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

No contexto pós-pandemia, a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes avança com a maior campanha promocional, das últimas duas décadas, dedicada ao mercado português.

Tendo como ponto de partida o conceito de que há um vinho verde para cada momento da vida, a Comissão Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) acaba de lançar aquela que é a sua maior campanha de promoção dos últimos vinte anos dirigida ao mercado nacional.
São trezentos mil euros que vão ser investidos ao longo dos três próximos meses, numa campanha que já está na rua e que começa por realçar que o vinho verde combina “com liberdade” e combina “com reencontro”. Em Junho, a campanha vai lembrar que “o verde também combina com a família reunida”.

A iniciativa surge como resposta à crise causada pela pandemia da Covid-19 e que afectou sobretudo os pequenos produtores de vinho verde, aqueles que trabalhavam, quase em exclusivo, com a restauração e com garrafeiras, espaços que durante os últimos dois meses estiveram praticamente parados.
O presidente da CVRVV, Manuel Pinheiro, acredita que “a situação vai melhorar” e que o trabalho feito ao longo dos últimos anos é “um trunfo” para esta retoma do sector.
O vinho verde tem argumentos para sobressair desde logo pela sua especificidade, argumentou.

“Da mesma forma que temos realidades diversas na gastronomia, também temos realidades diversas nos vinhos”, referiu Manuel Pinheiro, que falava em mais um webinar do 3.º Fórum de Turismo Visit Braga.
O presidente da CVRVV recordou que o vinho verde tem vindo a reinventar-se, concretamente no caso dos brancos e rosados, porque a situação com o verde tinto é distinta.
No caso dos brancos e dos rosados, refere que “encontramos actualmente dois perfis” no mercado e na restauração: “Encontramos os mais tradicionais, mais populares, de entrada de gama, vinhos mais descomprometidos, de grandes marcas e comercializados em grande volume. E depois encontramos aqueles vinhos que descobrimos quando pegamos no carro e nos aventuramos pela região, onde percebemos que há novas vinhas por todo o lado, vinhas que nos estão dar novos vinhos, fantásticos, muito mais complexos”, realçou Manuel Pinheiro.

Estas novas vinhas estão a produzir “loureiros, alvarinhos, avessos, arintos, no fundo castas que ainda não conhecíamos ou não conhecíamos com este seu potencial complexo”.
“Estão-nos a dar vinhos fantásticos, muito mais complexos, muito mais ricos, que harmonizam com uma gastronomia que não era tradicional para o vinho verde”, disse Manuel Pinheiro, realçando que “não é preciso beber vinho verde apenas ao final da tarde, na piscina, com saladas. O vinho verde também se bebe à noite, à mesa, com uma gastronomia mais rica”.
“Beber um vinho em Famalicão ou em Monção ou no vale do Lima implica a possibilidade de beber vinhos diferentes, harmonizados com gastronomias diferentes”, exemplificou.

Os seja, o vinho verde procura, por um lado, “ser um vinho mais complexo, mais rico”, mas por outro lado quer continuar a ser “um vinho único no mundo, que tem menos álcool do que os outros, que tem mais frescura e que se harmoniza bem com uma gastronomia mais fina”.
O que até agora foi referido não vale para os tintos, com Manuel Pinheiro a admitir que que o vinho verde tinto “ainda precisa de se reinventar”. O verde tinto ainda surge muito ligado à tradição que é muito sazonal, que funciona muito bem com gastronomia regional e sazonal, mas que tem dificuldade em sobressair fora dessa área - explicou .
No caso dos tintos estão já a realizar-se algumas experiências, que beneficiam de uma ligeira alteração climática que se vai sentindo e fazendo a diferença no produto final. “Penso que vamos ter novidades nos próximos tempos no que respeita aos tintos”, avisou.
Manuel Pinheiro realçou ainda que tal como é possível visitar uma localidade para saborear determinado prato gastronómico, também é possível fazer o mesmo para desfrutar de uma experiência enológica.

Acções promocionais de rua devem regressar no segundo semestre

Manuel Pinheiro considera que no segundo semestre deste ano já haverá condições para avançar com campanhas promocionais de rua. Uma dessas acções, referiu, poderá ser a iniciativa ‘Verde Cool’, que é dinamizada pela Associação Comercial de Braga (ACB) e que tem precisamente como parceiros oficiais o jornal Correio do Minho e a rádio Antena Minho. “Ainda não falei com Rui Marques (director-geral da ACB) sobre o assunto, mas penso que no segundo semestre já vamos ter condições e conseguir desenvolver acções de rua”, referiu. Já sobre o Vinho Verde Fest, iniciativa do Município de Braga, o vereador Altino Bessa, que assistia ao webinar, sugeriu a realização do evento em modo online. Manuel Pinheiro admitiu que no actual contexto não há condições para realizar agora o Vinho Verde Fest, mas não excluiu acções com produtores também nos últimos meses do ano de forma a colmatar a não realização do certame.

Périplo divulga e promove gastronomia e vinhos

No rematar do ‘webinar’ de ontem, Rui Marques, director-geral da ACB lançou a ideia de se realizar um périplo gastronómico por Braga, Guimarães e Famalicão, localidades onde trabalham os três chef’s que participaram como oradores na sessão. A ideia foi bem acolhida por todos os oradores, tendo ficado o desafio à Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes e às respectivas câmaras municipais para operacionalizarem a iniciativa numa lógica de divulgação e promoção da gastronomia e dos vinhos verdes das diferentes localidades.

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