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Companhia de Teatro de Braga vai abrir Festival Internacional de Teatro de Almagro

Braga

2021-06-15 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

É com um espectáculo que fala da questão da fronteira entre Portugal e a Galiza, co-produzido com o Centro Dramático da Galiza, que a Companhia de Teatro de Braga vai abrir em Julho o Festival Internacional de Teatro Clássico de Almagro (Espanha).

A Companhia de Teatro de Braga (CTB) vai abrir o Festival Internacional de Teatro Clássico de Almagro (Espanha), nos próximos dias 2 e 3 de Julho, com o espectáculo ‘A contenda dos labradores de Caldelas ou Entremez Famoso sobre a Pesca no rio Minho’, em parceria com o Centro Dramático da Galiza (CDG), demonstrando em palco as relações culturais, sociais e económicas que unem, desde sempre, o Norte de Portugal à Galiza.
O espectáculo vai ser dirigido por Fran Nunez, do CDG, e o apoio dramatúrgico é dado por Rui Madeira, director da CTB, com um elenco de intérpretes também da CTB. Após a estreia no Festival Almagro, a peça sobe ao palco do Festival MIMARTE, em Braga, no próximo dia 6 de Julho, e depois segue para o Festival Internacional de Teatro Cómico de Cangas, Barcelos e Tuy. Em Braga, a estreia oficial da peça, no âmbito da Capital da Cultura do Eixo Atlântico, está marcada para os próximos dias 22 e 23 de Julho. Refira-se que a peça conta com a participação especial de Paulo Bragança, já que tem também uma forte componente musical.
Rui Madeira, director da CTB, mostra entusiasmo com a retoma progressiva que os espaços culturais estão a ter, assinalando que este espectáculo, co-produzido pela CTB e CDG, vem no tempo certo, precisamente no ano em que Braga é Capital da Cultura do Eixo Atlântico e na senda da candidatura da Capital Europeia da Cultura 2027 e da Estratégia que Braga já traçou para 2020-30.
O texto que inspira o espectáculo foi escrito há mais de 350 anos por Gabriel Freixo Araúxo e apesar de ter como centro o rio Minho, que continua a correr tanto tempo depois, a peça aborda o tema das fronteiras, da luta pelos recursos do rio e da luta de classes, mas sempre mantendo como foco as relações de proximidade que sempre existiram entre portugueses e galegos.
“Estas duas companhias têm trabalhado nos últimos anos nesta temática das fronteiras e este é mais um passo no aprofundamento das relações culturais neste território comum”, assinalou Rui Madeira, ontem, na conferência de imprensa de apresentação pública do espectáculo e num balanço ao trabalho desenvolvido durante um ano inteiro a fintar a pandemia de Covid-19 com dificuldades que garante terem sido “superadas”.
Rui Madeira considera que este é o espectáculo ideal para falar de fronteiras e na melhor forma de as esbater nos dias de hoje, no contexto da Euro-região Norte de Portugal-Galiza, que, a seu ver, deve ser cada vez mais unida a partir das relações que existem seja a nível do teatro, do comércio, da cultura ou de outras formas, com o objectivo de afirmar “um território único”.
Com 40 anos de actividade, a CTB mostrou-se resistente à crise instalada com o encerramento das salas de espectáculos devido ao confinamento obrigatório imposto com a pandemia e tentou manter-se activa com a programação que foi possível levar a cena.
Realçando o financiamento do dstgroup, o director da companhia indica que, apesar de poucos, houve apoios estatais e do Município de Braga que chegaram e que impediram despedimentos, aliás foi até possível contratar mais três colaboradores - algo que Rui Madeira diz só ser possível dada a estrutura, organização e dimensão da CTB, garantindo que a precariedade não é prática da casa, que os contratos de trabalho são sérios e que só à Segurança Social são pagos, mensalmente, oito mil euros.
Ainda este ano, a CTB vai protagonizar a peça ‘Pedro e Inês’, numa co-produção com um teatro da Ucrânia e o espectáculo ‘Hamlet’, de Shakespeare.
Mas não só. Destaque ainda para o facto de a CTB ser a anfitriã da Assembleia Geral da Associação Eurásia - uma agregação que integra representantes culturais de 22 países da Europa e da Ásia, que vai ter lugar em Braga em Outubro.
O director da CTB destaca a questão da formação dos públicos como uma dimensão essencial na actividade da companhia, destacando o projecto que está a ser desenvolvido no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Cávado, abordando o tema específico da violência doméstica nos vários concelhos.

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