Correio do Minho

Braga, sexta-feira

- +
Competitividade é chave para a retoma que se espera ainda em 2021
Apresentação do Projeto Ciga Giro 8.a Geração no Município de Vila Verde

Competitividade é chave para a retoma que se espera ainda em 2021

Zona central de Gavião ganha nova imagem com requalificação do adro da Igreja

Competitividade é chave para a retoma que se espera ainda em 2021

Braga

2021-04-15 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Paulo Portas acredita que 2021 vai ser um ano melhor do que 2020, antevendo que a situação económica vai melhorar sobretudo a partir do segundo semestre e aponta a competitividade como factor-chave para o crescimento económico. Ao Estado pede mais flexibilidade para com as empresas.

Competitividade é a palavra- -chave para triunfar no cenário pós-Covid, defende o antigo ministro Paulo Portas, que acredita que o ano de 2021 vai ser melhor em termos económicos do que 2020, com as melhorias a serem sentidas sobretudo no segundo semestre deste ano.
Paulo Portas falava ontem no Fórum Económico ACB 2021, que decorreu online, tendo como tema ‘Perspectivas para o comércio Internacional em 2021’.
“A palavra decisiva no dia seguinte à Covid-19 é competitividade”, afirmou Paulo Portas, defendendo que deve “deve ser construído um caso de competitividade que permita aumentar as exportações das nossas empresas e, simultaneamente, atrair investimento externo, mas investimento que gere emprego”.
No dia seguinte à Covid-19, “o dia em que a confiança prevalecer sobre o medo”, vamos precisar “do comércio aberto e vamos precisar de atrair investimento e de ter um caso de competitividade que seja verdadeiramente atractivo porque se não o tivermos os capitais vão para outro lado”, alertou o antigo ministro.
E para que as empresas ganhem espaço e condições “para poderem pedalar e ganhar por si próprias” é essencial “retirar obstáculos”, alertou ainda.
Um alerta que no fundo preconiza menos Estado a intrometer-se na vida das empresas. Isto é, o Estado deve flexibilizar mais, retirar obstáculos à actuação das empresas, refreando a tentação de se imiscuir em temas que devem ser geridos pelas próprias empresas, pois serão elas a determinar o sucesso ou não da recuperação económica no pós-Covid.
Como exemplo referiu o teletrabalho que o Governo pretenderá manter obrigatório até ao final do ano. “Isso é matéria de negociação das empresas com os trabalhadores e não matéria do Estado”, vincou, apontando como excepção o tempo do estado de emergência.
O antigo ministro mostrou-se ainda favorável aos apoios às empresas que sejam efectivamente viáveis porque são essas as empresas que vão fazer a diferença no cenário pós-Covid.
Paulo Portas destacou a importância da ligação das universidades ao tecido empresarial, realçando que esta região beneficia de uma situação “exemplar” que é a ligação da Universidade do Minho com o tecido empresarial, relação da qual é testemunha, como fez questão de realçar.
Pedro Fraga, o presidente da Assembleia Geral da ACB e CEO da F3M, que moderou a conversa, realçou neste ponto que também o IPCA, instituição de ensino superior de referência na região se tem destacado nos últimos anos na aproximação ao tecido empresarial.
O crescimento económico será também determinante para equilibrar as contas públicas, anotou o antigo ministro, que, apesar de não ser economista, como realçou, pela sua experiência considera que “é necessário fazer o caminho para o equilíbrio das finanças públicas”. E lembrou que foram os países com as contas equilibradas que acabaram por criar soluções mais eficazes de apoio à economia na crise económica causada pela pandemia.
“O normal é viver com as contas públicas controladas e de preferência equilibradas”, disse.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.

Bem-vindo ao Correio do Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho