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Conclusão de obras é “boa notícia” e “motivo de orgulho” para Eixo Atlântico
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Conclusão de obras é “boa notícia” e “motivo de orgulho” para Eixo Atlântico

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Conclusão de obras é “boa notícia” e “motivo de orgulho” para Eixo Atlântico

Nacional

2021-02-20 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Electrificação da Linha do Minho está concluída. Secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoan Mao, aplaude Portugal por “cumprir o compromisso”, esperando agora que Espanha faça o mesmo. Comboios eléctricos vão circular a partir do fim de Março.

As obras de modernização e de electrificação da Linha do Minho estão concluídas, decorrendo agora a fase de testes e de obtenção de certificação, estando prevista a circulação de comboios eléctricos no final de Março. Depois de realizada “a marcha de inspecção e ensaio à catenária no troço Viana do Castelo-Valença”, o secretário-geral do Eixo Atlântico aplaude a conclusão das obras. “Portugal cumpriu o compromisso. Tanto lutamos e reunimos e, finalmente, a obra está pronta”, aplaudiu Xoan Mao, esperando agora que Espanha termine “uma pequena parte” da linha, que vai até Vigo.
Esta empreitada está inserida no Plano de Investimentos Ferrovia 2020 e engloba a electrificação do troço, instalação de sinalização electrónica e telecomunicações, adequação de layouts, construção de novas estações técnicas para o cruzamento de comboios de mercadorias e intervenções em obras de arte e passagens de nível.

“Vamos passar a ter duas linhas de qualidade no Norte”, referiu Xoan Mao, esperando que Espanha agora termine o pequeno troço que falta. “Espanha está a tardar muito cumprir o compromisso”, lamentou.
A conclusão da empreitada da electrificação completa da Linha do Minho vai permitir reduzir tempo de trajecto em consequência da utilização de comboios de tracção eléctrica e da eliminação do transbordo em Nine. Permitirá ainda o aumento da competitividade do transporte ferroviário de mercadorias e o aumento da capacidade de 15 comboios por dia para 20, com maior espaço.
“Vamos passar de uma situação péssima para uma situação óptima. Este primeiro avanço da electrificação até Valença é extremamente importante para mostrar o trabalho feito pelo Eixo Atlântico nos últimos anos”, reforçou. Xoan Mao lembrou que “a conclusão da obra vai permitir ter comboios novos e não os que estão agora a operar na Linha do Minho. “Estes comboios que a CP alugou à Renfe são sucata, são comboios muito velhos e em Espanha já ninguém os usa”, apontou o dedo.

O secretário-geral referiu que estas obras melhoraram as condições, mas não esqueceu os “inúmeros constrangimentos” desta linha. “Em Cerveira passa no meio do campo da feira, não podendo ir com velocidade, ou a ponte antes de Caminha são alguns dos constrangimentos da linha. Obviamente algo vai melhorar, mas para melhorar muito tinha de ser uma linha nova”.
Xoan Mao evidenciou ainda a possibilidade de se ter a linha que liga Lisboa a Corunha sem se ter de mudar de estação. “Dentro de sete ou oito anos teremos uma linha, que passará por Braga. Nesta linha, temos uma paragem em cada 60 quilómetros e isso não permite rentabilizar uma linha de alta velocidade. Por isso, não sou defensor de uma linha TGV entre Vigo-Porto - Lisboa, mas de uma linha de velocidade alta”.

Mais um “pequeno passo” na melhoria do serviço

“Sempre na primeira linha da defesa pública e reivindicação junto do Governo português”, o presidente do Eixo Atlântico aplaude a conclusão da obra de electrificação da Linha do Minho. “Sabemos que é um pequeno passo face às nossas ambições, mas esperamos que possam ser mais correspondidas com os investimentos que têm vindo a ser anunciados”, apelou Ricardo Rio, assumindo agora novas “prioridades” neste processo.
Estas obras são, ainda nas palavras do também presidente da Câmara Municipal de Braga, “um melhoramento importante”, insistindo que “em boa hora” o Eixo Atlântico defendeu que “o famoso Celta fosse reactivado e se viessem a criar condições para captar mais passageiros no percurso como veio a acontecer”.

Apesar de estarmos a viver tempos atípicos, Ricardo Rio acredita que no futuro “será importante criar estas melhores condições de circulação neste trajecto”.
Mas a obra ainda não está terminada do lado espanhol e Ricardo Rio associa-se ao presidente da Junta da Galiza que esta semana tomou uma posição. “Subscrevo totalmente à preocupação perante a falta de determinação do Governo espanhol em relação à concretização da saída a sul de Vigo. Foram anunciados alguns compromissos, mas sem grande materialização”, lamentou o presidente do Eixo Atlântico, adiantando que depois há outros melhoramentos que ainda não estão concretizados e “agora passam a estar na primeira linha de prioridade, já que o lado português está concluído”.

Em Julho 2019, na estação de caminhos-de-ferro da capital do Alto Minho, aquando da inauguração dessa empreitada num valor de 16 milhões de euros, o primeiro-ministro, António Costa, disse que a electrificação do troço entre Viana do Castelo e Valença estaria concluída no segundo semestre de 2020.
De destacar ainda que a modernização da Linha do Minho foi anunciada em 2011, depois de afastada a possibilidade de encerramento da ligação ferroviária internacional entre a cidade do Porto e Vigo, na Galiza.

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