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Confinamento: “voltamos à estaca zero”

Braga

2021-01-15 às 10h30

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

Cabeleireiros, barbeiros e esteticistas voltam a assinar petição pública contra o encerramento.

Na véspera de começar um novo confinamento geral que obriga ao encerramento de cabeleireiros, barbeiros e esteticistas, a petição pública ‘Não ao Fecho de Cabeleireiros e Esteticistas’ para para enviar ao presidente da Assembleia da República, contava ontem à tarde com mais de 24 mil assinaturas.
Igor Lelis é barbeiro e já assinou a petição pública no sentido de dar “alguma força” a um sector de actividade que volta a fechar. “Espero que tenha algum efeito. Nós cumprimos com todas as recomendações da Direcção Geral de Saúde. Os barbeiros, cabeleireiros e estética, todos estão preparadíssimos para manter as portas abertas”, explicou ao ‘Correio do Minho’ Igor Lelis.
São muitas as opiniões e razões dos signatários da petição onde pode ler-se: “Acho um absurdo fecharem os cabeleireiros e os barbeiros, são prestadores de serviços que desde Março de 2020, atendem por marcação, limpam e desinfectam todo o material após utilização, usam máscara e luvas descartáveis. São diferentes dos estabelecimentos de venda de produtos de cosmética e de higiene?” ou “Obedecemos a todas as medidas da DGS. Não somos serviços de risco”.
Para o barbeiro Igor Lelis “é muito complicado deixar de trabalhar e não dá para entender muito bem os critérios de que quem pode ou não pode trabalhar”, sustentando que este sector de actividade “tem sido prejudicado em relação a outros”.
Inconformado com mais um confinamento, Igor Lelis afirmou que vai ter que respeitar, confessando que se avizinham tempos difíceis. “Não vai ser fácil. Se não trabalharmos, não recebemos, o apoio do Estado é pouco e não param de chegar contas para pagar”.
“Numa altura em que estávamos a tentar reerguer, graças aos clientes da barbearia que nos apoiaram muito e não deixaram de vir e agora voltamos à estaca zero”, disse Igor Lelis, mantendo a esperança de que “tudo volte rápido à normalidade e que a vacina nos traga a esperança a todos nós, não só aos barbeiros, para que possamos voltar a exercer o nosso trabalho”.
Também Tiago Filipe Costa que trabalha com Igor Lelis confessa-se um “pouco assustado com o futuro. Já estava difícil e agora vamos para casa”.
Apesar de discordar desta medida do governo de encerrar cabeleireiros, barbeiros e esteticistas, Tiago Filipe Costa defende que o governo poderia deixar funcionar esta actividade de um modo condicionado. “Se desse para cortar só o cabelo e não fazer a barba já seria uma ajuda importante. Nós quando cortamos o cabelo, usamos máscara e viseira, logo o risco é mínimo”.

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