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Construção da nova ETAR do Este em concurso público por 30 milhões
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Construção da nova ETAR do Este em concurso público por 30 milhões

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Construção da nova ETAR do Este em concurso público por 30 milhões

Braga

2021-04-20 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Agere acaba de lançar o concurso público internacional para a construção da ETAR do Este, no valor de 30 milhões de euros. Apesar do elevado investimento, Rui Morais garante que não vai haver aumento nos tarifários.

A Agere enviou ontem para publicação em Diário da República o lançamento do concurso público internacional para a construção da ETAR do Este, no valor de 30 milhões de euros. A revelação foi feita pelo presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, no final da reunião do executivo municipal.
O investimento conta com a comparticipação de nove milhões de euros de fundos comunitários (POSEUR), sendo os restantes 21 milhões suportados pela propria Agere.
Apesar do volume considerável de investimento, o administrador da Agere, Rui Morais, garante que a empresa “não vai aumentar os tarifários”, mantendo o compromisso de que enquanto se mantiver a actual gestão “nunca haverá aumentos”. Lembra ainda que o mesmo já tinha acontecido aquando da contentorização da recolha do lixo indiferenciado: “Fizemos o invetimento e não aumentámos, pelo contrário, até reduzimos o tarifário”.
Em declarações ao ‘Correio do Minho’, Rui Morais admite que a nova ETAR é um investimento considerável, mas necessário e “possível devido ao trabalho de gestão eficiente realizado nos últimos anos na empresa”, uma gestão que permite investimentos desta envergadura, mas que também permite à Agere ter actualmente “um dos tarifários mais baratos do Norte do país”.
O administrador da Agere prevê que a construção da nova ETAR do Este, em Celeirós, arranque até ao final do ano em curso.
Explica ainda que independentemente do processo concursal poder derrapar em termos de prazos, por eventual reclamação de algum dos concorrentes, um facto está garantido: a nova ETAR tem estar em funcionamento em Dezembro de 2023. “Isso é garantido”, assume.
A entrada em funcionamento da nova ETAR do Este vai permitir resolver um dos maiores problemas que a Agere tem actualmente em mãos e que se prende com a elevada pressão a que está sujeita a ETAR de Frossos.
A nova ETAR do Este — que drenará para uma outra bacia, a bacia hidrográfica do rio Ave — terá capacidade de tratamento dos efluentes de cerca de 200.000 habitantes.
Com a nova ETAR, serão eliminadas as actuais descargas indevidas que a ETAR de Frossos tem de realizar pela pressão a que está sujeita.
Assim, a nova ETAR, em conjunto com a ETAR de Frossos, constitui a garantia de capacidade de tratamento e de descarga necessárias para o cumprimento da Directiva Águas Residuais Urbanas no respectivo Sistema.
Em comunicado, a empresa recorda que a ETAR de Frossos atingiu já o seu horizonte de projecto, quer ao nível de caudais como de cargas poluentes, tendo-se inclusive superado, em determinados períodos, as condições de dimensionamento.
Apesar dos elevados investimentos de ampliação e reabilitação realizados na ETAR de Frossos ao longo dos últimos sete anos (na ordem dos três milhões de euros), esta apresenta, nas actuais condições de afluência, sérias limitações operacionais.
Rui Morais explica que a pressão urbanística à volta da ETAR de Frossos inviabilizou a sua ampliação, situação que obrigou também à decisão de se avançar com uma nova ETAR, investimento que se assume como “prioritário”. E explica que desde que foi tomada a decisão de avançar para uma nova ETAR, um processo nunca esteve parado, que do lado da Câmara, quer da Agere. “Construir uma ETAR não é o mesmo que fazer uma escola ou uma estrada”, lembra, realçando que “houve muito trabalho prévio” a ser realizado, muitos passos que tiveram de ser dados, para se chegar ao lançamento deste concurso público internacional. “Este, agora, é o passo decisivo para a sua concretização”, assume.
A Agere explica ainda que “na solução preconizada, a ETAR do Este será equipada com tratamento secundário para remoção de carga de carbono presente no efluente, detendo ainda a capacidade de oxigenação necessária à ocorrência dos processos de nitrificação e de desnitrificação. Em acréscimo, será ainda dotada de desinfecção, garantido um tratamento mais avançado que o secundário”.

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