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Construção em Ferreiros “não será novo bairro social”
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Construção em Ferreiros “não será novo bairro social”

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Construção  em Ferreiros “não será novo bairro social”

Braga

2021-04-20 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Câmara prevê construir 38 habitações em Ferreiros, para alojar 124 pessoas. Rio garante que não se trata de um novo bairro social, mas sim de habitação de custos controlados.

Ricardo Rio garante que a Câmara de Braga não pretende construir qualquer novo bairro social no concelho. O autarca considera, assim, que não tem fundamento a contestação, por parte de alguns moradores, à construção de habitação a custos controlados prevista para a zona de Mazagão, em Ferreiros.
“A Câmara não tem intenção nenhuma de construir nenhum bairro social novo, seja em Ferreiros seja noutra parte qualquer do concelho”, garantiu Ricardo Rio, no decorrer da discussão sobre a Estratégia Local de Habitação (ELH) que ontem voltou a reunião de Câmara, tendo sido aprovada com as abstenções dos vereadores do PS e da CDU.
No âmbito da ELH está prevista a construção de 38 habitações num terreno propriedade do Município, e com capacidade construtiva, em Ferreiros. Essa construção deverá realojar um total de 124 pessoas, a maioria das quais daquela freguesia e freguesias limítrofes, como explicou a vereadora Olga Pereira.
O vereador Artur Feio, pelo PS, criticou a opção da autarquia, considerando que ela “colide com o princípio da integração social” que consta no programa governamental 1.º Direito. E lembrou que Braga, há mais de 20 anos que abandonou a política de concentração de habitação social, sendo pioneira em modelos de apoio como o regime de subarrendamento, o RADA e as residências partilhadas.
Rio contestou a ideia de que vai nascer um bairro social em Ferreiros, mas sublinhou que “é preciso encontrar soluções” para as 781 famílias, que representam 2000 bracarenses, que estão sinalizados como estando em carência habitacional. Explicou ainda que essa nova construção, como a restante prevista na ELH, só avançará se vierem fundos do IHRU para o efeito.
O edil esclareceu que a nova construção será habitação para realojamento de qualquer bairro social.
O autarca referiu ainda que não existe forma de conseguir realojar 800 famílias no tecido habitacional actualmente existente, considerando que seria como “fazer pesca à linha”.
Bárbara Barros da CDU defendeu que é necessário encontrar soluções para as famílias em situação de carência habitacional, lembrando a posição da CDU de que este direito universal deveria ser garantido pelo Estado.
A vereadora da CDU defendeu que, além da solução habitacional, é necessária também “uma estratégia de acompanhamento social, para promover uma verdadeira e completa integração destas pessoas”.
Bárbara Barros lembrou ainda que a CDU defende o realojamento das famílias que vivem no Bairro do Picoto “por todo o concelho”.
Em resposta, Rio referiu que a Câmara mantém o objectivo de requalificar aquele bairro, explicando que a intervenção só não avançou porque a autarquia ainda não conseguiu finalizar a compra da parcela onde foi implantado aquele bairro social.

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