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Contingência, contenção e isolamento contra a pandemia
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Contingência, contenção e isolamento contra a pandemia

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Contingência, contenção e isolamento contra a pandemia

Braga

2020-03-26 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Lares de idosos são locais de preocupação nesta fase de mitigação da pandemia do novo coronavírus. Lá dentro, luta-se com todas as armas para conter a entrada do Covid-19.

Contingência. Contenção. Isolamento. Estas podem ser três das palavras de ordem nas instituições de solidariedade social que gerem estruturas residenciais para idosos (ERPI). Os lares, como são vulgarmente conhecidas estas valências sociais, atravessam um momento delicado nesta fase de mitigação da pandemia provocada pelo novo coronavírus. As notícias de idosos infectados dentro das instituições começam a causar apreensão.
A constituição de ‘equipas espelho’ e a proibição de visitas têm sido duas das medidas adoptadas pelas instituições da região que acolhem idosos para evitar a entrada do Covid-19. Ao mesmo tempo, reforçam-se as acções de desinfecção e de protecção individual para ‘guardar’ um estrato da população que apresenta risco elevado de infecção.

Os lares da Santa Casa da Misericórdia de Braga e da Irmandade de Santa Cruz, duas das mais relevantes instituições da cidade de Braga que operam na assistência à população idosa, “confinamento total” é regra absoluta por estes dias.
O provedor da Santa Casa, Bernardo Reis, adianta que “desde muito cedo” a instituição “tomou medidas para se precaver” da pandemia. Com vivência de conflitos armados em África, reconhece que a actual pandemia vírica “ é uma guerra sanitária que pode ser devastadora, se não trabalharmos em conjunto e sincronizados”. Aplaude, por isso, a criação de um Centro de Rastreio em Braga que irá proporcionar testes a utentes e funcionários das ERPI do concelho.

Luís Rufo, da Irmandade de Santa Cruz, diz-nos que a instituição já foi contactada para identificar aqueles que realização testes de despistagem.
Nesta ERPI, que conta com mais de cem utentes, os funcionários estão a cumprir jornadas de trabalho contínuas com alojamento dentro da própria instituição. O primeiro turno termina a 4 de Abril, data a partir da qual nova equipa cumprirá mais duas semanas de trabalho sem qualquer contacto com o exterior.
Nesta fase complicada de contenção sanitária e de gestão das equipas de colaboradores, as instituições de solidariedade social confrontam-se com custos acrescidos, muito acrescidos mesmo, na aquisição de produtos e equipamento de desinfecção e de protecção individual.

“Com dificuldade, pagamos os produtos caríssimos”, lamenta Luís Rufo, provedor da Irmandade de Santa Cruz, testemunho corroborado pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, Nuno Reis, que apela mesmo a um “comércio responsável” e à “responsabilidade social das empresas” fornecedoras destes materiais.
“O mercado entrou em espiral”, lamenta.
Para além de tratar dos seus utentes, sobretudo idosos nesta fase em que as valências de infância estão encerradas, as instituições sociais também ajudam outros envolvidos no ataque à pandemia. Exemplo disso, a Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde, doou ao Hospital de Braga seis ventiladores e mais equipamento que permite a entubação de doentes com dificuldades respiratórias, sintoma comum em doentes com Covid-19.
Em Vila Verde, a Misericórdia disponibiliza 48 camas para internamento de doentes.

Dentro do possível, tenta-se que o quotidiano dos idosos acolhidos nas ERPI passe ao lado das medidas de contingência e emergência.
No Lar Rainha D. Leonor, gerido pela Misericórdia de Guimarães, os idosos jogaram pela primeira vez ao STOP. Aqui, como na generalidade das instituições sociais, são reforçadas a actividades física e de estimulação cognitiva.
Sem visitas presenciais, o contacto dos utentes das ERPI com amigos e familiares é agora substituído pela videochamada.
Maria Alice, acolhida no Centro Social da Paróquia da Lage, concelho de Vila Verde, é uma das milhares de pessoas institucionalizadas que consegue falar e ver a família através da plataforma ‘SiosLife’, uma ferramenta digital interactiva desenvolvida há anos por uma jovem empresa bracarense, de utilidade enorme para a população idosa nestes tempos de contingência, contenção e isolamento.

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