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Cooperativa à espera que turistas voltem
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Cooperativa à espera que turistas voltem

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Cooperativa à espera que turistas voltem

Braga

2021-01-19 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Integrada no Human Power Hub (HPH) desde o início do ano passado, a Cooperativa Minho de Porta Aberta está a fazer apenas quatro visitas guiadas por mês nas cidades de Braga e de Guimarães. Antes da pandemia tinha duas visitas diárias.

A Cooperativa Minho de Porta Aberta - Cooperativa Cultural e Social, CRL foi fundada há um ano, no âmbito da adesão ao Centro de Inovação Social de Braga - Human Power Hub (HPH). Com duas visitas guiadas diárias, com a pandemia, a cooperativa está a fazer uma média de quatro visitas guiadas por mês nas cidades de Braga e Guimarães. O administrador da cooperativa, João Gomes, espera que este ano o projecto volte aos números do passado e chegue ainda à cidade de Barcelos.
A cooperativa surge partir de um anterior projecto denominado ‘Minho Free Walking Tours’ que proporcionava visitas guiadas diárias no sistema pay what you want à cidade de Braga, desde 16 de Fevereiro de 2016. “Em finais de 2015 recebi o convite de amiga que tinha estado em Hamburgo, na Alemanha, e tinha realizado visitas guiadas. Considerou o conceito muito interessante e como ainda não existia em Braga desafiou-me a avançar com o projecto”, lembrou.
Daí a estruturar o projecto foi um passo. As visitas guiadas começaram a ser estruturadas, contemplando os monumentos mais emblemáticos da cidade, mas também houve a preocupação de incluir espaços simbólicos, bem como referências e tradições da cidade. “O percurso demorava 2.30 horas e o ponto de encontro era sempre no Arco da Porta Nova”, recordou João Gomes, confessando que o projecto aludia ao Minho, porque o objectivo “era alargar o conceito a outras cidades da região, como Guimarães, Barcelos, Ponte de Lima e Viana do Castelo”.
O sucesso do projecto obrigou os responsáveis a convidarem mais pessoas para dar resposta ao aumento de turistas de todo o mundo que procuravam este serviço. “Cerca de 80% dos turistas que nos procuram são espanhóis, mas depois tivemos turistas da Índia, do Brasil, do Chile, enfim de todos os continentes”, contou o administrador da actual cooperativa.
De 6 de Fevereiro de 2016 até ao dia 11 de Março de 2020 “todos os dias, sem excepção, houve sempre guias no Arco da Porta Nova à espera de turistas às 11 e às 15 horas”, confirmou. João Gomes foi peremptório: “é assinalável este marco, podemos dizer que não houve um único dia de interrupção até à pandemia, fizemos visita a cerca de 20 mil turistas durante quatro anos”.
Neste momento, a cooperativa está a fazer uma média de quatro visitas por mês em Braga e em Guimarães. “Não há turistas. A nossa actividade desapareceu. Não queremos desistir, até porque quando o primeiro confinamento acabou sentiu-se logo a ânsia das pessoas sair de casa e voltar a viajar”, referiu.
Entretanto, entre Junho e meados de Setembro houve “uma invasão de espanhóis e os grupos eram quase exclusivos da vizinha Galiza. Os galegos vieram em força visitar Braga, vindo de viatura própria para regressarem no mesmo dia ou no dia seguinte a casa”, contou o administrador, referindo que durante os meses de Julho e de Agosto do ano passado quase se assemelhou à actividade que existia antes da pandemia. Desde então, a actividade da cooperativa voltou a “descer drasticamente”.
A Cooperativa Minho de Porta Aberta insere-se no ramo cultural e social do sector cooperativo e tem por objecto disponibilizar visitas guiadas a baixo custo ou sem qualquer custo a diversos locais com interesse patrimonial na região do Minho, sendo que os guias são estudantes locais.
Neste âmbito, a cooperativa pretende também desenvolver acções de promoção do património local material e imaterial.
No futuro, a ideia é também realizar acções de carácter pedagógico sobre boas práticas a nível do turismo, da conservação do património e sobre a necessidade da sustentabilidade ambiental.

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