Correio do Minho

Braga,

Cortejo Etnográfico representa o que mais genuíno existe em Ponte de Lima
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Cortejo Etnográfico representa o que mais genuíno existe em Ponte de Lima

Promover a igualdade é a melhor forma de combater a violência

Alto Minho

2018-09-09 às 06h00

Isabel Vilhena

O Cortejo Etnográfico representa o que mais genuíno existe no concelho. Hoje é a vez do Cortejo Histórico das Feiras Novas que, este ano, recorda ‘Ponte de Lima: Fragmentos da História de uma vila’.

As Feiras Novas de Ponte de Lima elevam a cultura através do folclore, das tocatas de concertina, dos concertos de bandas de música, dos concursos pecuários e dos expressivos cortejos, o Etnográfico e o Histórico e a imponente procissão em honra da Senhora das Dores.
Ao som de bombos que davam o mote para a passagem do Cortejo Etnográfico pelas ruas da vila, o presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Victor Mendes, salientava a importância da “preservação e valorização do mundo rural para o desenvolvimento sustentável do concelho. Se queremos ter um território que seja atractivo do ponto de vista turístico, nomeadamente o turismo natureza, um turismo de qualidade, nós temos que fazer um esforço conjunto para manter essa paisagem”.

Victor Mendes sublinhou que só é possível manter essa paisagem “se continuarmos a ter gente nos territórios, nomeadamente nas áreas mais rurais”. E nesse sentido, “tudo o que fizermos para preservar e valorizar esse mundo rural é fundamental para a nossa economia”, realçando que esse mundo rural está representado no cortejo etnográfico, por várias freguesias do concelho, desde a etnografia, ao folclore, às actividades agrícolas, ao artesanato e algumas actividades económicas muito importantes no contexto da nossa economia local, desde a indústria da pedra e à pirotecnia. É um conjunto de quadros que são únicos e constitui um dos pontos altos das Feiras Novas de Ponte de Lima.”

Hoje é dia de cortejo histórico que representa uma cultura rica em usos e costumes. Este ano o Cortejo Histórico recorda ‘Ponte de Lima: Fragmentos da História de uma vila’.
Para Victor Mendes “evoca muito daquilo que é a nossa história. Ponte de Lima tem mais de oito séculos e é, portanto, um terra carregada de história e, no fundo, é dar a conhecer aos limianos e aqueles que nos visitam a importância do nosso concelho no contexto histórico”.
Por toda a vila, rusgas, os cantares ao desafio e a gastronomia transformam estas festas num acontecimento singular na romaria que é considerada o “maior congresso ao vivo da cultura em Portugal”.

“Autenticidade das tradições da Ribeira Lima gera valor ao país”

Remontando a 1826, as Feiras Novas são já uma referência nacional, atraindo todos os anos, milhares de visitantes vindos de todo o país para esta grande festa minhota.
As Feiras Novas de Ponte de Lima irradiam a alegria e espontaneidade do povo. E isso foi notório ontem pelas ruas da vila, apinhadas de gente, que não arredaram pé para assistir ao cortejo etnográfico, desfile das freguesias do concelho que espelha a tradição, usos e costumes ancestrais do povo limiano.

Este ano teve como convidados de honra o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, acompanhado pelo secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, que assistiram, entusiasticamente ao cortejo etnográfico.
“Vejo a alegria das pessoas neste desfile de tradições que são tão importantes e tão diferentes entre as várias zonas do país e que são a marca da nossa diversidade cultural”, afirmou ontem ao ‘Correio do Minho’ o ministro do Ambiente, assinalando que “é uma ilusão dizer que Portugal é um pequeno país que é tão diverso e fundado em grandes tradições, com pessoas tão diferentes são capazes de produzir pedaços de cultura tão diversos.
E isso é muito importante para a afirmação de Portugal perante si próprio e no mundo”.

João Pedro Matos Fernandes apontou o turismo da Ribeira Lima de “excelente qualidade” e a diversidade e qualidade afirma-se a partir de coisas como estas”.
Neto de minhotos, mais concretamente de Braga, o titular da pasta do Ambiente contou que conhece bem o Minho e recordou ainda os tempos de estudante universitário que “vinha às Feiras Novas de Ponte de Lima não à tarde, mas pela noite dentro”.
O governante apontou ainda o potencial económico destas tradições na economia. “Num país como o nosso que está hoje na moda é absolutamente fundamental garantirmos a genuinidade que é isso que traz as pessoas a Portugal.
Quem vier a Ponte de Lima para ver este cortejo só pode vê-lo cá. É isso que nos distingue e atrai turistas”.

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