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Covid-19, o vírus que paralisou o país e adiou os sonhos de muitos casais

Braga

2020-03-29 às 07h00

Paula Maia Paula Maia

A pandemia obrigou muitos casais a adiar o casamento que já tinham agendado. É o caso de Lídia Antunes e Pedro Gomes, um casal de enfermeiros que pretendia celebrar a sua união numa festa agenda para 14 de Março, com 237 convidados.

O novo coronavírus virou literalmente o mundo ao contrário. As escolas fecharam, assim como a maior parte dos equipamentos públicos, os restaurantes, os ginásios, os cabeleireiros .... A maioria das pessoas está confinada em suas casas. Muitos projectos ficaram suspensos, muitos sonhos adiados.... Que o diga Lídia Antunes e Pedro Gomes, um casal de enfermeiros a trabalhar no Bloco Operatório do Hospital de Braga, que apesar de já partilharem o mesmo tecto decidiram organizar uma festa para familiares e amigos para oficializarem a sua relação e celebrar o amor coroado já com o nascimento do primeiro filho, há 21 meses. Mas o que prometia ser uma festa de arromba, com uma lista de 237 convidados, transformou-se numa verdadeira desilusão.
“Tínhamos casamento marcado para 14 de Março. E até dia 12 ainda pensávamos que se iria realizar”, diz Lídia, confessando que só início dessa semana é que começou a perceber que a festa que tinha preparado com “tanto carinho” corria sérios riscos de não se concretizar. “Alguns dos nossos amigos que vivem fora do país começaram a dizer-nos que tinham os seus voos cancelados. E mesmo que conseguissem vir teriam de respeitar a quarentena”, explica ao CM a enfermeira que só deixou ‘cair o pano’ quando a situação se tornou insustentável e o adiamento do casamento que preparava há mais de um ano era já inevitável. “Já tínhamos 60/70% de desistências. A quinta, que esteve sempre em contacto connosco, seguindo algumas recomendações da Direcção-Geral de Saúde, já nos tinha dito que ia proceder a algumas alterações no serviço. Queriam empratar a comida, servir as entradas individualmente. Aí começamos a ficar com o medo”, diz-nos a noiva.
Com as dúvidas de alguns convidados, a ausência de outros e, entretanto, a quarentena de outros tantos, Lídia e Pedro chegaram à conclusão de que não poderiam expor os convidados, as pessoas mais queridas que escolheram para assistir ao dia mais importante das suas vidas, a um cenário de dúvidas e medos. Afinal, este era o dia para celebrar o amor em liberdade, e não sob um manto de medo. “Não queria sujeitar os meus amigos a esta pressão, nem condicionar as pessoas de quem mais gostámos. Foi a melhor decisão. Libertadora”, confessa a noiva que foi invadida por um sentimento de “alívio” quando, em conjunto com o seu noivo, tomou a decisão de adiar o sonho de casar pela igreja. Não sem antes soltar um grito de revolta e lágrimas, muitas lágrimas. “Tive uma crise de choro. Foi uma tristeza imensa. Era um momento de partilha com família e amigos e que estávamos a preparar com muito carinho”, adinata.
A cerimónia, onde será também baptizada a sua filha, que deverá ter lugar na Igreja de Santa Maria Madalena, foi reagendada para Novembro. Nessa altura, o jovem casal espera celebrar o amor em liberdade. Poderão somente ter de ajustar alguns pormenores, nomeada- mente o vestido de baptizado da filha que continua a crescer indiferente à propagação do coronavírus. Adiada foi também a lua- -de-mel em Recife, no Brasil.

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