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Cuidar da voz é crucial para evitar lesões vocais

Braga

2021-04-16 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

São muitos os pacientes que ocorrem à Consulta da Voz e Disfagia do Hospital de Braga com problemas na voz. As patologias são várias e o conselho é: cuidar da voz e procurar ajuda médica.

Dê atenção à sua voz e tenha os devidos cuidados para a preservar da melhor forma possível no seu dia-a-dia”. O conselho de saúde é deixado neste Dia Mundial da Voz, que hoje se assinala, por Berta Madureira, otorrinolaringologista do Hospital de Braga, chamando a atenção da população para o “diagnóstico precoce” e que, na Consulta da Voz e Disfagia, atende casos de todas as idades, sendo os mais frequentes as laringites ou lesões das cordas vocais como nódulos, pólipos e quistos, mas há situações de quem perca mesmo a sua voz. “No nosso quotidiano devemos ter algum cuidado na forma como falamos: devemos falar devagar, realizar pausas, mantendo uma boa relação entre a fonação (fala) e a respiração, de maneira a articular bem as palavras e evitar períodos longos de fala ou canto ou que exijam alta intensidade ao projectar a voz”, aconselha a médica especialista do Hospital de Braga, sublinhando a importância da voz enquanto “instrumento para a comunicação com o outro”.

Rouquidão, voz áspera ou mais grave ou a sensação de esforço que causa até tensão no pescoço ao falar são situações que, se não se resolverem espontaneamente em quatro semanas, devem ser analisadas por um médico, pois pode ser um problema de saúde.
Na Consulta da Voz e Disfagia do Hospital de Braga, a maior percentagem das situações que surgem são “benignas”, embora também surjam patologias “malignas”, como é o caso do cancro da laringe, que ainda é muito frequente no sexo masculino, acima dos 50-60 anos, “embora tendencialmente comece a surgir em idades mais precoces e também no sexo feminino”, frisou a médica especialista, em entrevista ao jornal ‘Correio do Minho’.
“Sem ter relação com a idade, o tabaco é um grande causador também de patologia benigna inflamatória, os edemas das cordas vocais, para além de ser um grande factor de risco para as lesões tumorais malignas”, atentou Berta Madureira.

Indicando que o tipo de doença varia muito também com a idade, a otorrinolaringologista aponta que as laringites agudas (inflamações/infecções) ocorrem em qualquer idade, enquanto que, por exemplo, as patologias benignas da corda vocal são “muito frequentes em crianças e em adultos na faixa dos 30-50 anos, sobretudo no sexo feminino”.
É também entre as mulheres, mormente, entre os 30-50 anos, que a médica otorrinolaringologista identifica mais casos relacionados com o refluxo gastroesofágico, que pode danificar a parte da faringe e laringe provocando, por exemplo, laringite.

“A parte alimentar é muito importante porque o abuso de refeições mais propícias ao refluxo ou bebidas alcoólicas e gaseificadas, muito café ou chá preto, são alimentos muito associados a uma maior probabilidade de refluxo gastroesofágico e que pode ser prejudicial a nível vocal se o refluxo tiver capacidade de atingir a parte da faringe e da laringe”, explicou a médica.
Já no que diz respeito às paralisias das cordas vocais (perda de voz) ocorrem maioritariamente na fase adulta. “As paralisias, com causa evidente ou não, podem ser decorrentes de algumas cirurgias (à tiróide, por exemplo), de patologias cervicais ou pulmonares ou de patologias tumorais malignas - os cancros da laringe - que são as que mais nos preocupam obviamente”.
O mau uso ou abuso da voz levam também muitos pacientes à consulta da Voz e Disfagia. “Trata-se de patologias funcionais, que não têm tanto uma causa orgânica, mas que estão também muitas vezes relacionadas com determinadas profissões que usam mais a voz, conduzindo também maioritariamente a lesões nodulares ou edemas, seja por uso prolongado ou abusivo da voz, mas a corda não fica paralisada porque se usa mais”.

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