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Cultura une 21 países em Braga

Braga

2021-10-16 às 06h00

Miguel Viana Miguel Viana

Segunda sessão da Assembleia Geral da Associação de Teatro Eurasia decorre este fim-de- -semana em Braga e em Santiago de Compostela.

O intercâmbio de produções culturais entre os 21 países que formam a Associação de Teatro Erasia, é o tema dominante da segunda sessão da Assembleia Geral daquele organismo, que decorre este fim-de-semana em Braga (no Altice Fórum) e em Santiago de Compostela (Galiza). “Esta é uma tentativa de responder à realidade política que hoje nos impede de desenvolver muitos aspectos entre os países da Ásia e da Europa. Nós pensamos que a cultura em geral, e no nosso caso, o teatro, pode fazer avançar isso, obrigando à circulação das pessoas, dos produtos artísticos, dos técnicos e dos artistas. Intensificar este trabalho é fundamental, sobre tudo se pensarmos numa Europa que tem de receber imigrantes”, disse Rui Madeira, director da Compannhia de Teatro de Braga, uma das entidades que compõe a Eurasia, e responsável pela organização da Assembleia Geral em Braga. Rui Madeira considera que o teatro pode “trabalhar para a inclusão social, para o esbatimento de tensões e para a diversidade cultural. Esse é o objectivo que se joga aqui.”

O encontro vai servir, também, para programar a actividade da associação nos próximos dois anos, baseada no intercâmbio cultural e na procura de financiamentos.
O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, congratulou-se por Braga receber o encontro e destacou que “ser o ponto de encontro das mais diversas dinâmicas, como a cultura, é sintomático do reconhecimento internacional que Braga vai ganhando e do protagonismo dos nossos agentes no plano internacional, neste caso concreto da Companhia de Teatro de Braga”.

O autarca bracarense referiu ainda que no próximo ano vai haver um reforço do orçamento municipal para a Cultura “por arrastamento, na medida em que há vários projectos de índole cultural que vamos concretizar”. É o caso do edifício da Escola Francisco Sanches, da requalificação do Media Art Center no Cinema S. Geraldo, do Convento de S. Francisco e da Ínsua das Carvalheiras. José Teixeira, CEO do DSTGroup, entidade patrocinadora do encontro, destacou que “o teatro é fundamental para as empresas” e que lamentávelmente. “investimos pouco na Cultura. A Cultura terá de ser o martelo que forjará o novo futuro, com mais beleza, mais poesia e mais teatro. O teatro é arte reconhecida por todos os povos e é uma linguagem universal”.

O responsável pela Eurasia, Alexander Kliment, realçou que nas artes, ao contrário do que acontece nas relações entre países, “não é necessário tradutor. A arte entra no coração e percebemos tudo com os sentidos. Todo o mundo é teatro. Falamos a língua da arte.” O programa de ontem incluiu sessões de trabalho e a estreia da peça Hamlet no Theatro Circo. O evento prossegue hoje em Santiago de Compostela, com uma sessão de trabalho e de apresentação da Eurasia. No domingo é debatido em Braga a criação de um site oficial e de uma plataforma on line.

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