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Das vistas  ao laboratório do vinho verde

Nacional

2022-04-01 às 06h00

Rui Miguel Graça Rui Miguel Graça

A rolha vai saltar no próximo dia 27 na gala de atribuição dos prémios do ano da Comissão dos Vinhos Verdes, contudo até esse dia há um percurso a cumprir, um ritual de escolha criteriosa e que cumpre diversas etapas, desde a chegada das garrafas certificadas ao laboratório.

Citação

Olho para o lado. Rostos sonolentos. Fechados. Outros tapados pelas máscaras. Dois dias com o sol a impor-se, o terceiro marcado pelas gotas da chuva. A caravana prossegue. De Braga até à saída da auto-estrada a circulação é tranquila, feita à medida de cada um. Depois é lenta, num pára arranca constante. Outros cantam. Como eu. Oiço a Antena Minho. A Manuela Barros e o Abel Lages, logo depois do noticiário do Rui Alberto Sequeira. Mudo para os podcasts. Oiço o melhor da vida é de graça da semana passada. Direcção VCI, campo alegre até à rua da da Restauração, no Porto. Destino: Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, palacete Silva Monteiro. O laboratório é um edifício contíguo. São 9.10 horas. O despertador tocou às 7 horas. De Braga a saída começou às 7.40. A prova tem início aprazado para as 9.30 e término apontado para as 12.30 horas.
Palato limpo, nariz pronto a farejar. À espera um universo de aromas e sabores. Dos cítricos à tropicalidade próprios dos brancos da região, plenos de frescura e mineralidade numa descida aos solos, onde também há flores. Num ou outro há também a presença de frutas de polpa branca, como maças ou pêras. Nos tintos a fruta é vermelha ou negra. Mais madura pois então. Nos rosados sentem-se morangos acabados de colher, cerejas e groselhas. As bolinhas dos espumantes trazem ebulição à boca, que depois de um corta-sabores, as aguardentes irão adormecer. Na bagaceira viajamos ao alambique, na vínica os frutos secos transportam-nos para um final de tarde acolhedor e solarengo, próprio daqueles de Outono, quando as folhas já estão cor-de-laranja e amarelo.
Já houve uma pré-selecção e dos 218 avançam 117 para a avaliação final. Foram quatro dias com a equipa da Comissão de Viticultura dos Vinhos Verdes e liderar esse processo. Patrícia Porto, responsável pelo concurso e pelo laboratório, e Maria José, responsável da câmara de provadores e da técnica sensorial são os rostos principais de uma equipa medalhada na área. Vão explicando aos elementos do júri as directrizes, enquanto que, na câmara, o chiar das rodas dos carrinhos faz-se ouvir pela primeira vez. O ritual vai acompanhar-nos durante três dias. O jornal Correio do Minho e a rádio Antena Minho teve, a honra, de integrar o painel e fê- -lo na qualidade de elemento residente durante os três dias da prova final. Ou seja, a viagem foi com tudo incluído, bem ao estilo daqueles pacotes de férias de sonho ou de cruzeiros pelas caraíbas. Pois bem, as categorias da viagem foram vinho branco, casta loureiro, casta alvarinho, rosados, tintos, espumantes, aguardente, vinhos com idade igual ou inferior a 2019, castas brancas (arinto, azal e trajadura), avesso e ainda a categoria regional Minho, onde estiveram em prova sete brancos e um rosado. Tudo misturado foram cerca de 6 horas e 19 minutos de provas em três dias, 993 copos utilizados, água com fartura para bebericar e lavar a boca, e alguns pacotes de bolachas de água e sal. Um intervalo para descansar o olfacto e o palato.
Ah! No final uma cortesia ao júri, com a oferta de uma prenda. Tinha laço? Claro e era verde. Só podia...
Os vinhos do ano vão ser conhecidos na gala agendada para o dia 27. Nesse dia a rolha vai saltar várias vezes...

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