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Braga, quinta-feira

Deputado do BE defende fim da precariedade nas escolas
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Deputado do BE defende fim da precariedade nas escolas

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Braga

2018-09-25 às 09h08

Teresa M. Costa

Situação do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, leva o deputado do BE, Pedro Soares, a defender contratação de assistentes operacionais a tempo inteiro e sem termo.

O deputado à Assembleia da República, eleito pelo Bloco de Esquerda (BE) pelo círculo eleitoral de Braga, Pedro Soares, defendeu ontem que a falta de assistentes operacionais nas escolas se resolve “contratando os trabalhadores a tempo inteiro e sem termo porque desempenham funções permanentes”.
Pedro Soares reuniu-se ontem com a directora do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, Ana Maria caldeira, para perceber o que motivou o atraso do arranque do ano lectivo nesta escola da rede pública de ensino artístico.
O ano lectivo no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian arrancou no limite do prazo dado pelo Ministério da Educação devido à falta de assistentes operacionais.
O deputado do BE fala de uma “situação preocupante”, que afecta outras escolas, não só pelo calendário normal das aulas, mas porque indicia uma situação que tem de ser resolvida”.
Pedro Soares aponta a instabilidade nas escolas e a precariedade dos trabalhadores.

A cada início de ano lectivo, “as escolas não sabem quantos são nem quem são os funcionários para aquele ano” denuncia o deputado bloquista.
No final da reunião que manteve com Ana Maria Caldeira, Pedro Soares elogiou a “veemente chamada de atenção” que juntou a direcção e o Conselho Geral do Conservatório, instando os directores e os conselhos gerais a manifestarem-se quando há problemas.
O deputado do BE reconhece o esforço feito pelo actual Governo na colocação de professores, mas sublinha a necessidade de resolver a questão dos assistentes operacionais “que são fundamentais ao funcionamento das escolas”.
“Se não houver um quadro suficientemente preenchido e estável, a escola entra em situação de carência” reforça o deputado.

Catorze meios horários não resolvem o problema

A ameaça de não abrir portas ‘desbloqueou’ a colocação de 14 assistentes operacionais a meio tempo no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, mas a escola continua com uma “situação muito precária” confirmou ontem a directora do estabelecimento, Ana Maria Caldeira.
A directora falava no final da reunião que manteve com o deputado à Assembleia da República eleito pelo Bloco de Esquerda, Pedro Soares.
Os 14 assistentes operacionais correspondem a sete horários completos e não garantem as necessidades do Conservatório que à luz da Portaria 272-A, de 2017, deveria ter alocados 27, a que somariam mais cinco por ter a cantina sob a sua gestão.
Neste momento, são 22 os assistentes operacionais que garantem os vários serviços.

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