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Derradeira marcha final até ao RC6 mostra aptidão dos ‘novos praças’

Braga

2021-01-16 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Numa última prova de esforço físico, os 28 militares do 8.º e 9.º turnos do Curso de Praça do Exército, regressaram numa marcha final ao RC6, mostrando que estão “prontos para tudo”.

Foi sob os aplausos dos soldados recrutas que acabaram de prestar juramento à bandeira nacional, que foram recebidos os 28 militares graduados, entre os quais quatro mulheres, que, ontem, marcharam de regresso ao Quartel do Regimento de Cavalaria n.º6, depois da ‘Semana de Campo’ de exercícios finais em Sobreposta, onde puseram à prova as suas capacidades e competências técnicas enquanto novos ‘Praças’ do Exército Português.
À espera junto ao portão do quartel, o coronel de Cavalaria Miguel Freire confessava o seu “orgulho”, aplaudindo também os soldados que chegavam ao RC6 depois da “derradeira prova final”, numa marcha de 11 Km, com a mochila às costas, em visível esforço físico, mas demonstrando que a partir deste mo-mento estão prontos para tudo.
“Esta marcha é o culminar de uma semana exigente, vocacionada para um exercício de tudo aquilo que foram os conhecimentos apreendidos ao longo da instrução complementar (a 2.ª fase da formação inicial de praças do Exército) e onde há um foco prático, não só em termos da condição física, da proficiência técnica, dos equipamentos que operam, nomeadamente ao nível do armamento, mas também ao nível do desembaraço táctico, ou seja, da capacidade de eles poderem e saberem usar os conhecimentos técnicos que têm de acordo com o terreno e com a ameaça que enfrentam no cenário que foi criado”, sublinha o comandante do RC6.
Ao todo foram 12 semanas de formação do Curso Geral Comum de Praças do Exército que estes militares acabaram de cumprir (cinco semanas com instrução básica e sete semanas com instrução complementar).
“Esta marcha é um último esforço físico de uma semana que é o derradeiro teste à vontade dos militares”, afirmou.
“Ao fim desta ‘Semana de Campo’ de provas práticas, cada um destes militares tem hoje todas as razões para estar orgulhoso individualmente porque servir no Exército não é para super-homens nem para super-mulheres, também não é para todos. É, efectivamente, para quem tem vontade e para quem tem espírito de missão, o que depois se reflecte na prestação de serviço em que os militares trabalham sempre visando o bem comum, seja no apoio à Covid, seja no apoio aos incêndios, seja fora do território nacional na República Centro Africana ou no Afeganistão”, assinalou o comandante.
O Curso de Formação Inicial de Praças é o primeiro patamar na carreira militar, podendo seguir para cursos para ingressar nos quadros permanentes na categoria de sargentos ou de oficiais ou então fazendo uma carreira como praças durante seis anos no Exército, em que vão evoluindo, nas várias unidades.
“Como se trata de um serviço militar voluntário, um dos incentivos que as Forças Armadas dá hoje aos jovens é precisamente a possibilidade de com o Estatuto Trabalhador-Estudante poder conciliar os seus projectos pessoais em termos académicos com a vida militar”, indicou o comandante do RC6, frisando, no entanto, que há períodos em que isso se torna mais complicado de gerir, nomeadamente quando há que prestar apoio militar de emergência, como acontece no caso dos incêndios.
“A nossa região d’Entre Douro e Minho tem uma forte tradição de serviço militar voluntário no Exército porque temos uma unidade com encargo operacional, com missões fora do território nacional e dentro de uma cidade cosmopolita, como é Braga, com uma oferta cultural e académica, muitos militares o serviço militar com a condição de poderem continuar os estudos”, destacou.

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