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Destino das ‘Convertidas’ suscita reservas

Braga

2019-07-16 às 06h00

Teresa M. Costa Teresa M. Costa

Ministro das Infraestruturas é esperado em Braga para avaliar a adaptabilidade do Recolhimento das Convertidas para fins habitacionais.

O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, manifestou ontem as suas reservas quanto ao destino traçado para o Recolhimento das Convertidas depois deste ter sido incluído na lista de imóveis a reabilitar para arrendamento acessível.
A questão não estava na ordem de trabalhos, mas foi levada à reunião do executivo municipal pelo vereador do PS, Artur Feio, que deu conta das diligências realizadas pela concelhia de Braga do PS junto do ministro das Infraestruturas e da Habitação que deverá vir a Braga, ainda este mês, para uma visita ao antigo Recolhimento das Convertidas para avaliar a adequação do espaço para fins habitacionais.
Ricardo Rio instou o líder da oposição socialista a clarificar a sua posição sobre a matéria, mas Artur Feio remeteu para o parecer técnico.
O vereador socialista louva a medida do Governo do arrendamento acessível, mas sustenta que a sua aplicação nos imóveis “tem que ser estudada”.
Artur Feio reconhece, no caso do Recolhimento das Convertidas, que “é um edifício com muitas complexidades” e quer saber “se existe ou não facilidade o adaptar ao fim a que se destina”.
O presidente da Câmara Municipal é mais peremptório e já expôs as suas reservas ao ministro da tutela, alegando com o historial do processo e defendendo uma vocação cultural para o edifício.
Para Ricardo Rio, a tipologia do edifício, incluindo a capela que é um dos exemplares do barroco em Braga, e a sua classificação “não são consentâneos com o aproveitamento que está a ser equacionado”.
O edil bracarense explicou que o Recolhimento das Convertidas se inclui num conjunto de imóveis que a Comunidade Intermunicipal do Cávado (CIM Càvado) está a negociar com a Direcção-Geral do Património para permuta do edifício onde está instalado o Museu dos Biscainhos.
O processo arrasta-se há quatro anos, mas “a vontade mantém-se” afirmou Ricardo Rio.
A vereadora da CDU, Etelvina Sá, que participou na primeira reunião do executivo municipal, em substituição de Carlos Almeida, quis saber das diligências realizadas pelo município, mas assumiu que a inclusão do Recolhimento das Convertidas na lista de imóveis a afectar ao Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado “não faz sentido”, defendendo que “o que faz sentido é lutar pela preservação daquele edifício como património da cidade”.

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