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“Devemos ir mais longe na ligação  do Norte de Portugal e da Galiza”

Ensino

2024-04-18 às 06h00

Miguel Viana Miguel Viana

XIV Congresso Internacional de Estudos Galegos decorre, até amanhã, no pólo de Gualtar da Universidade do Minho e no sábado em Guimarães. O objectivo é debater a ligação da língua e cultura da Galiza com a Lusofonia.

Citação

A ligação entre o Norte de Portugal e da Galiza deve ser reforçada a vários níveis. A ideia foi defendida por António Cunha, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR- -N), ontem na abertura do Congresso Internacional de Estudos Galegos. O encontro decorre até amanhã no Campus de Gualtar da Universidade do Minho (UMinho) e encerra no sábado no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães.
Abordando o tema ‘Galiza - Norte: Cooperação ou Irmandade’, o presidente da CCDR-N defendeu que o futuro da eurorregião Galiza-Norte de Portugal passa “por um caminho conjunto, com menos fronteiras”, que aposte no reforço da cooperação a vários níveis. “Devemos ir mais longe na economia e nos corredores logísticos, nomeadamente na ferrovia de alta velocidade para pessoas e mercadorias. Este projecto é da maior importância para a estratégia da Eurorregião. Devemos ir mais longe nas energias oceânicas. Devemos trabalhar juntos na agricultura de precisão e no agro alimentar. Queremos trabalhar em conjunto em áreas emergentes, como a área do aeroespacial. Devemos ir mais longe na ligação Norte de Portugal - Galiza”, defendeu António Cunha.
O presidente da CCDR-N acrescentou que a Eurorregião Galiza - Norte de Portugal tem uma área de 50 mil metros quadrados, com 6,3 milhões de habitantes, e onde o PIB (produto interno bruto) é de 141.700 milhões de euros. O valor das exportações das duas regiões é de 57 mil milhões de euros.
António Cunha lamentou ainda a falta de apoio governamental para a criação do Estatuto do Trabalhador Transfronteiriço.
O secretário-geral para a Política Linguística da Junta da Galiza, Valentín Gómez, explicou que este congresso contribui “para a internacionalização da língua e cultura galega”, nomeadamente junto dos países lusófonos.
“Durante quatro dias são debatidos assuntos sobre a lusofonia, património, mobilidade e muitos outros temas”, realçou Valentín Gómez.
A presidente do Conselho da Cultura Galega, Rosário Alvarez, frisou que “a dimensão dos estudos galegos mudou muito nos últimos 40 anos. Mudaram as disciplinas e foram criados centros de estudos galegos em todo o mundo”.
Em representação do reitor da UMinho, a vice-reitora para a Cultura e Território, Joana Aguiar e Silva, explicou que o congresso constitui “uma importante reflexão sobre a relação da Galiza com a Lusofonia”.
Idalete Dias, do Centro de Estudos Humanísticos da UMinho e docente da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas da UMinho, encarou o congresso como “a celebração da Galiza em nós (portugueses) e da Lusofonia em vós (galegos)”, que permite a “abertura de novos caminhos para a Lusofonia”.
Bruna Peixoto, da mesma escola acrescentou que o congresso conta com especialistas da Europa, da América e da Ásia.
O congresso conta com a presença de cerca de 200 participantes e é organizado pela Associação Internacional de Estudos Galegos.
O programa de hoje prevê a realização de vários encontros sobre Intersecções na Literatura galega’, ‘Fluxos Literários entre a Galiza e a Lusofonia’, ‘Edição Literária na Galiza’, ‘O Galego em Portugal’ e‘A Presença de Portugal (e Brasil) nas Revistas Culturais Galegas’. Na sexta-
-feira, o destaque vai para a apresentação do Prémio Internacional de Estudos Galegos, às 18.15 horas, na UMinho.

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