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Dia de S. Valentim: Casal de médicos confessa amor à primeira vista

Braga

2021-02-14 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Foi numa mudança de turno durante o Internato de Medicina, que os olhares de Sheila e Bruno se cruzaram pela primeira vez e o coração fez o resto. Hoje são médicos no Hospital de Braga e confessam o amor à cidade que os recebeu de “braços abertos”.

“O amor é o espaço e o tempo tornados sensíveis ao coração”.
Marcel Proust

Foi numa ‘mudança de turno’ durante o Internato de Medicina que trocaram os primeiros olhares e o coração encarregou-se de os juntar para sempre. Sheila Pires Ferreira, 42 anos, especialista em Medicina Interna, trabalha nas Urgências, e Bruno Arroja, 39 anos, gastrenterologista, são médicos no Hospital de Braga e é juntos e perto da família que criaram para ser “felizes” que têm encontrado forças, todos os dias, para ajudar o mais que podem a combater a pandemia que assolou o mundo.
Confessam que Braga os acolheu “de braços abertos”, oferecendo-lhes a realização profissional e pessoal que ambiciona- vam e conquistando a “qualidade de vida” que procuravam.
Sheila, natural de Cabo Verde, licenciou-se na Universidade de Coimbra e Bruno na Universidade do Porto, mas foi em Leiria que se viriam a encontrar. Recordam esses primeiros olhares que trocaram em 2007, no Hospital de Leiria, onde efectuaram o Internato, tendo partilhado a formação na área de ‘Medicina Interna’, onde o grupo de internos convivia.
“Ficámos de olho um no outro na passagem de turno”, contam entre sorrisos e olhares que continuam a trocar, lembrando esses momentos onde a paixão acontece ‘à primeira vista’. Conheceram-se melhor, apaixonaram-se definitivamente e um mês depois assumiram o namoro que os haveria de manter unidos até hoje.
Bruno elogia-lhe a beleza, a elegância, o carácter divertido, a simplicidade e partilha com ela o modo de estar que assenta na família para se alargar aos amigos com quem gostam de estar. Sheila reconhece-lhe a postura, a inteligência, a aparência física e o sorriso que a atraiu logo.
“Seis meses depois de termos começado a namorar fui a Cabo Verde com a Sheila, de férias no Natal, onde tive a oportunidade de conhecer a sua família e onde percebi, de facto, que me identificava completamente com a sua maneira de ser e de estar na vida”, contou o gastrenterologista. “A verdade é que o Bruno se identificou muito com a nossa forma de estar cabo-verdiana pois assumimo-nos genuínos e sobretudo muito abertos aos outros”, resumiu Sheila. “Estávamos no mesmo ‘comprimento de onda’ e tínhamos os mesmos objectivos”, disseram.
Daí ao casamento foi ‘um passo’. Seria na visita seguinte a Cabo Verde que o médico pediria a mão ao pai de Sheila. O amor entre ambos foi selado a 19 de Setembro de 2009 com uma festa que recordam até hoje na Ordem dos Médicos do Porto - a cidade natural de Bruno Arroja.
A vida dos dois ainda viria a dar várias voltas depois do ‘nó’, entre o trabalho, estágios e formações entre Leiria, Coimbra e o Porto. Mas a mudança radical do casal, já com as primeiras duas filhas - Carolina e Beatriz, e na altura ainda a residir em Leiria - aconteceria em Fevereiro de 2015, quando surgiu a oportunidade de trabalho no Hospital de Braga. O terceiro filho, Miguel, já foi em terras bracarenses que nasceu.
“Como homem do Norte que o Bruno é, esta era uma forma de regressar à região e de estarmos também mais próximos da família do Porto”, indicou a médica.
Foi Braga e também o Hospital de Braga que lhes deu a possibilidade da realização pessoal e profissional que desejavam. “Foi mais um desafio familiar que ultrapassámos juntos”, referem.
“Braga acolheu-nos muito bem. É uma óptima cidade para a família e para os filhos, com muitas oportunidades e é uma excelente para se viver. Foi fácil fazer amizades, algumas que começaram no trabalho e outras com os pais de colegas dos nossos filhos e conhecemos pessoas que consideramos como amigos e que verdadeiramente nos têm apoiado também”.
“Eu acho que aqui no Norte do país, aquilo que muitos consideram como ‘bairrismo’ é, na verdade, aquilo que dá identidade às cidades e eu sinto que aqui em Braga as pessoas têm muito orgulho em dizer que são desta terra e acolhem também muito bem quem vem de fora”, assinala o gastrenterologista Bruno Arroja, destacando que, nos últimos anos, Braga também se transformou numa cidade “mais cosmopolita”, que em vez de exportar, passou a receber pessoas. “Os nossos três filhos dizem-se ‘bracarenses’, do Sporting Club de Braga e falam já um pouco com o sotaque nortenho”.

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