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Dia Mundial da Língua Portuguesa vai ser comemorado em Guimarães
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Dia Mundial da Língua Portuguesa vai ser comemorado em Guimarães

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Dia Mundial da Língua Portuguesa vai ser comemorado em Guimarães

Vale do Ave

2021-04-13 às 21h15

Redacção Redacção

O seminário comemorativo é uma coorganização da Câmara Municipal e da Universidade do Minho e terá lugar no Centro Cultural Vila Flor no dia 5 de maio

Ao início da tarde desta terça-feira, nos Claustros do Museu Alberto Sampaio, teve lugar a conferência de imprensa de apresentação do programa de comemoração do Dia Mundial da Língua Portuguesa, com a presença da vice-presidente, Adelina Pinto, e da Professora da Universidade do Minho, Micaela Ramon, um evento que este ano acontece na cidade de Guimarães.

Adelina Pinto, vice-presidente, começou por referir a importância da comemoração do Dia Mundial da Língua Portuguesa para Guimarães, evidenciando a natureza estratégica para a afirmação da cidade enquanto polo difusor da identidade portuguesa e, consequentemente, da Lusofonia. “Em Guimarães criámos um país, e deste país nasceu uma língua que se expandiu para o mundo”, disse. Adelina Pinto relevou a importância da língua enquanto instrumento de diálogo entre povos e de afirmação da identidade: “Aquilo que desenhámos em parceria foi um Seminário em torno da temática da língua, em formato presencial e virtual, de forma a permitir que os oradores que não se podem deslocar por motivos relacionados com a pandemia possam participar remotamente. Guimarães assume aqui um papel dialogante e privilegiado no mapa geográfico dos falantes de língua portuguesa, permitindo que esta seja valorizada nas suas múltiplas dimensões, como a económica, a académica, a cultural ou a criativa, contribuindo para a promoção da língua e de Guimarães, bem como para o reforço dos laços entre os países lusófonos”, frisou.

Por seu lado, Micaela Ramon referiu que foi a CPLP quem criou o “Dia da Língua Portuguesa” e, mais tarde, na sua 40ª Conferência Geral, realizada em Paris, em novembro de 2019, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), declarou o dia 5 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa. “Este Seminário pretende ser a primeira de um conjunto de iniciativas a desenvolver ao longo dos anos, sempre para comemorar este dia 5 de maio”, disse. Micaela Ramon disse que a língua portuguesa é uma das poucas no mundo que tem estatuto de língua global, pelo facto de ter mais de 10 milhões de falantes de entre o conjunto das mais de 7000 línguas vivas. “A nossa língua pertence a um grupo restrito de pouco mais de oito dezenas com um universo de representação muito alargado. A sua influência não se faz sentir apenas nos nove países onde é língua oficial, mas um pouco por todo o mundo onde é procurada como língua de herança e como língua estrangeira. As diásporas de todos os países da CPLP levam a língua para fora desses territórios. A importância do português como língua global justifica, de sobremaneira, a existência de um Dia Mundial da Língua Portuguesa, e que a Câmara Municipal de Guimarães e a Universidade do Minho se unam para o comemorar”, disse. A professora mencionou ainda o embaixador de Portugal na Unesco, António da Nóvoa, quando este disse que o Dia Mundial da Língua Portuguesa dá visibilidade ao que designa por EC3 (Educação, Cultura, Conhecimento e Ciência), princípios que foram tidos em conta na elaboração do programa do Seminário, que está idealizado em torno de sintagmas que são universos abrangentes, e que conta com a participantes do Brasil, Cabo Verde, Angola e dos países observadores da CPLP, com grande destaque para a Galiza.

A vice-presidente, Adelina Pinto, a terminar, referiu dois pontos que ilustram a opção estratégica da realização do Dia Mundial da Língua Portuguesa em Guimarães. O primeiro é o facto do Museu da Língua de S. Paulo, que ardeu e que, depois de reconstruído, está prestes a ser inaugurado, ser apresentado virtualmente no seminário. O segundo é a cooperação entre Guimarães e o Brasil que se traduzirá na celebração de um protocolo que permitirá a difusão da arte brasileira em Portugal e da arte portuguesa, em especial a vimaranense, no Brasil. Adelina Pinto referiu ainda a importância do Projeto ComPartilha, pois “a língua é também escola, é conhecimento, é construção do saber e, acima de tudo é a relação entre povos”, disse.

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