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Dispositivo territorial é o primeiro rosto da GNR

Entrevistas

2010-03-31 às 06h00

Teresa M. Costa Teresa M. Costa

Durante quase seis anos, assumiu o Comando Territorial de Braga da GNR. Na hora de sair para uma nova missão em Angola, o Tenente-Coronel Barros Gonçalves elogia o dispositivo territorial, que é o primeiro ‘rosto’ da Guarda e fala de meios exíguos para tanta exigência.

Quando assumiu o comando do então Grupo Territorial de Braga da GNR, já lá vão quase seis anos, o Tenente-Coronel Barros Gonçalves não estava à espera de ficar tanto tempo. A reorganização da GNR acabou por condicionar a sua mudança, que acontece agora, mas para outras funções: vai ser o elo de ligação do Ministério da Administração Interna português em Angola, com uma grande quota parte na cooperação para a formação.

De Braga e dos anos que comandou a GNR no distrito, leva uma experiência “gratificante” como o próprio define, em entrevista ao ‘Correio do Minho’.
O Tenente-Coronel Barros Gonçalves esteve sempre ligado à vertente operacional da GNR. Saiu do extinto Grupo Regional do Porto da Brigada de Trânsito para assumir o Comando Territorial de Braga. Admite que “tinha a ideia de que conhecia o serviço territorial”, mas durante estes anos, concluiu que, afinal, “conhecia pouco da sua exigência”.

Por isso, realça a necessidade da Guarda olhar mais para o seu serviço territorial que “é o primeiro rosto da GNR junto da população”.
O comandante cessante da GNR no distrito reconhece que a Guarda tem crescido sacrificando o seu dispositivo territorial.
Há novas valências que é preciso dotar de meios, sempre à custa do serviço territorial, exemplifica.

O ano passado, houve um reforço considerável do número de efectivos da GNR no distrito, mas só esbateu a discrepância do rácio polícia/cidadão. “Chegamos a ter um terço do rácio nacional” afirma o Tenente-Coronel Barros Gonçalves, que garante que sempre pugnou por um aumento de efectivos.
É que o aumento da densidade populacional não foi acompanhado com o crescimento proporcional dos efectivos policiais.

Efectivos exíguos e muitas exigências

Consciente de que “nunca é possível remediar o manto de uma vez”, defende que o distrito “continua a merecer, para efeitos de equidade, ser seriamente reforçado”.
Fala-se da admissão de efectivos, mas não se faz o saldo, que não pode escamotear as novas valências. Uma comparação do número de efectivos de há seis anos com o dispositivo antes do reforço do ano passado, dá menos cem militares.

Entretanto, fecharam dois postos territoriais (Bom Jesus e S. Torcato), mas também há uma série de valências que foram consumindo recursos, aponta o comandante cessante.
É a generosidade dos militares e a sua entrega, enquadradas numa cultura institucional, que vão conseguindo disfarçar a exiguidade de recursos e complementar o bom serviço que a GNR presta aos cidadãos, reconhece o oficial superior.

O Tenente-Coronel Barros Gonçalves mantém a ideia de que o caminho passa por encerrar postos da GNR no período nocturno.
Mesmo percebendo que “a mudança é vista com resistência”, acredita que, até final de 2011, a medida terá de ser tomada.

Encerramento transversal a todos os postos

Defende que o encerramento seja transversal a todos os postos do país e garante que o Comando Territorial de Braga “não tem problemas nenhuns em ser a cobaia”.
Assegura que o cidadão vai fica a ganhar e vai ter mais polícia com essa medida.
Salvaguarda que não se trata de extinguir postos, mas de deixar de consumir recursos à espera que haja alguém que precise de apresentar uma queixa durante a noite.

O cidadão continua a poder apresentar queixa a qualquer hora, já que a patrulha pode deslocar-se sempre que necessário.
“As pessoas precisam de ser atendidas no local onde o problema existe, não tem de ser no Posto” explica.
Para o comandante cessante da GNR no distrito de Braga, é uma medida que “não traz qualquer custo político”, mas “as pessoas têm de ser muito bem esclarecidas”.
Encerrar no período nocturno dá, desde logo, mais uma patrulha por dia em cada Posto.

Melhorias consideráveis ao nível das instalações

Nos últimos anos, houve “uma melhoria considerável” ao nível das instalações da GNR no distrito, reconhece o Tenente-Coronel Barros Gonçalves que afirma ter tido a sorte de se ter conjugado uma série de factores durante o período em que esteve a comandar a força.
É que o Comando até “pode tentar trazer à evidência as necessidades, mas as decisões são políticas” afirma.
Mesmo assim, entre o que herdou à entrada e o que deixa para o sucessor, há uma diferença para melhor.

Foram construídos três novos quartéis de raiz (Joane, Prado e Gerês) a que se soma um quarto, em Amares, a inaugurar ainda este ano.
Nos Postos Territoriais de Lordelo, Sameiro, Riba d’ Ave e Amares, foram arranjadas soluções provisórias dignas, refere o oficial, tal como para o Comando Distrital, em Braga.
Destaque ainda para a mudança do Destacamento Territorial e do Posto Territorial de Guimarães para S. Torcato.

Em Esposende, será a câmara municipal a avançar para a construção de novas instalações para a GNR, com recurso a fundos europeus, adianta.
A criação e instalação do Destacamento Territorial de Fafe também passa por uma parceria com a câmara municipal local.
A instalação do DTER de Vila Nova de Famalicão ainda está dependente de uma análise de custos e funcionalidade.

Impõe-se também a criação de mais um Posto no concelho de Barcelos. Decorre da reorganização da GNR e “faz todo o sentido, porque o concelho é muito grande”, comparado com Braga, Vila Nova de Famalicão e Guimarães, todos com três postos, argumenta o Tenente-Coronel Barros Gonçalves.

Nos casos em que as soluções são provisórias, é preciso não deixar adormecer os processos. É o exemplo do Comando Distrital.
O comandante cessante acredita que há mais-valias em instalações partilhadas com a PSP, em termos económicos e de melhoria da ligação entre as duas forças.

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