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Edição 2020 do Festival Internacional de Folclore vai mostrar riqueza do folclore do Eixo Atlântico
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Edição 2020 do Festival Internacional de Folclore vai mostrar riqueza do folclore do Eixo Atlântico

Braga

2019-07-22 às 06h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

O Festival Internacional de Folclore 2019 terminou ontem com balanço positivo e com a promessa de que em 2020, aquando de Braga Capital da Cultura do Eixo, o folclore do Eixo vai estar em destaque.

O Festival Internacional de Folclore 2019 terminou ontem na Praça do Município. O som das vozes e dos instrumentos de 11 grupos folclóricos portugueses e estrangeiros fizeram-se ouvir, nos últimos três dias, em mais uma edição do Festival Internacional de Folclore (FIF).

O FIF é mais que um festival de internacional de folclore, é verdadeiro encontro de culturas que, este ano, contou com a participação de grupos provenientes da Buriácia, México, Bolívia, Sérvia, Peru, Quénia, Croácia e Portugal.
A vereadora da Cultura, Lídia Dias, faz um balanço “muito positivo” desta 21.ª edição do FIF que, este ano, teve lugar num novo palco, localizado na Praça do Município, e que a responsável do pelouro da Cultura considera “uma aposta conseguida e será para continuar em futuras edições”, justificando que “o feedback das pessoas é muito positivo. A praça esteve sempre cheia com pessoas de diferentes idades e creio que tudo se enquadrou muito bem, nomeadamente a colocação das bancadas que deram mais conforto às pessoas para poderem assistir, bem como a nova configuração do palco que permitiu uma melhor visualização de cada espectáculo”.

Para Lídia Dias este festival “é mais um motivo de atracção turística nesta altura de Verão, para além do encontro de tradições e culturas que atrai não só os bracarenses que gostam de folclore, mas também de todos aqueles que vêm usufruir da nossa cidade e assistir a um belíssimo espectáculo”. E acrescenta que é um “encontro multicultural, acima tudo, onde se contam diferentes histórias em cima do palco e o público aprecia muito este espectáculo visual”.

A vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga lembra que no próximo ano Braga é Capital da Cultura do Eixo Atlântico “e iremos procurar que esta nossa raiz do folclore seja potenciada”. “Na edição do próximo ano haverá, além do estival Internacional de Folclore, um conjunto de outras iniciativas associadas a este festival para capitalizar o próprio folclore e mostrar a nossa riqueza e a do folclore do Eixo Atlântico”, vincou.
O Festival Internacional de Folclore encerrou, debaixo de um sol tórrido, com a actuação do Rancho Folclórico de S. João Baptista de Nogueira; Folk Ensemble Preporod Dugo Selo (Croácia); Identidad Peru (Peru); Nairobi Ensemble (Quénia); Associação Cultural e Festiva 'Os Sinos da Sé'.

Tributo à Associação ‘Sinos da Sé’ e ao Rancho Folclórico de Nogueira

O Festival Internacional de Folclore assinalou duas datas importantes: 40 anos da Associação Cultural e Festiva 'Os Sinos da Sé' e 25 anos do Rancho Folclórico de S. João Baptista de Nogueira.
Como sinal de reconhecimento do município pelo trabalho desenvolvido por estes dois grupos da cidade, a vereadora da Cultura, Lídia Dias, ofereceu uma serigrafia com a imagem do traje de capotilha da autoria do artista bracarense Cândido Caldas. “É um pequeno tributo ao trabalho que estes dois grupos têm vindo a fazer em prol da cultura e das nossas tradições”, assinalou Lídia Dias.

A Associação Cultural e Festiva ‘Os Sinos da Sé’ assumiu a história do Grupo Folclórico de Professores de Braga, fundado no ano lectivo de 1978/79 na Escola Francisco Sanches, com a finalidade de desenvolver unidades de estudo e recreio no âmbito das manifestações musicais e coreográficas que configuram aspectos da cultura popular minhota.
Para José Machado, da Associação Os Sinos da Sé, “são quarenta anos de aprendizagem numa escola que começa numa experiência no ano de 1978/79 de ter conteúdos curriculares que fossem coligidos a partir da cultura tradicional em que a escola estava inserida”.

No balanço de 40 anos, José Machado fala de “40 anos de crescimento. Somos um grupo com alguns trabalhos feitos, com algumas provas dadas com publicações e livros editados, com CDs e discos gravados”, sublinhando “a obrigação” de “manter, aprofundar e crescer ainda mais”.
José Machado deu ainda nota de que o grupo está “a envelhecer junto” e torna-se necessário renovar e captar gente nova para a renovação do grupo.
O Rancho Folclórico S. João Baptista de Nogueira assinala, este ano, as bodas de prata com um programa comemorativo ‘25 anos de histórias, 25 anos de memórias’. “Muitas foram as histórias, as memórias que cá ficaram, daí termos dedicido de Janeiro a Dezembro”, contou um dos elementos do Rancho Folclórico S. João Baptista de Nogueira.

Este grupo conta com cerca de 70 elementos e tem uma característica intrínseca de intergeracionalidade. O Rancho tem elementos com idades entre os 3 e 84 anos. “Este é um trabalho de fundo para manter os jovens no grupo. Durante o ano promovemos jogos de futebol, torneio de sueca, dominó, paintball para cativar os jovens para o folclore”. Este grupo tem também desenvolvido um trabalho nas actividades de enriquecimento curricular nas escolas, de modo a cativar gente desde tenra idade para o folclore.

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