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Educação: Casos de violência nas escolas têm provocado 'alarmismo desnecessário' - CNE
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Educação: Casos de violência nas escolas têm provocado 'alarmismo desnecessário' - CNE

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Ensino

2010-03-15 às 22h34

Lusa Lusa

O presidente do Conselho Nacional das Escolas (CNE) disse hoje à Lusa que há um 'alarmismo desnecessário' em torno do tema da violência nas escolas, que, sublinha Álvaro Almeida dos Santos, 'traz mais desvantagens do que vantagens'.

O presidente do Conselho Nacional das Escolas (CNE) disse hoje à Lusa que há um 'alarmismo desnecessário' em torno do tema da violência nas escolas, que, sublinha Álvaro Almeida dos Santos, 'traz mais desvantagens do que vantagens'.

Referindo-se aos últimos casos - o rapaz desaparecido no rio Tua, em Mirandela, e do professor que se suicidou em Fitares (Rio de Mouro, Sintra) -, Álvaro Almeida dos Santos considerou que se gerou um 'alarmismo desnecessário, incapacitante do pensamento e prejudicial a todos'.

'Não desvalorizando estes casos, que, obviamente, são dramáticos e preocupantes, o aproveitamento que se tem feito disso para o desmerecimento do trabalho das escolas é chocante', sustentou o responsável.

'É evidente que o Conselho das Escolas está preocupado com estas notícias, mas temos que perceber que o bullying não nasceu agora nem terminará agora', acrescentou o presidente daquele órgão consultivo do Ministério da Educação.

Álvaro Almeida dos Santos admitiu que as escolas são 'responsáveis pelos casos de violência que se têm assistido, mas não são as únicas'.

'É necessário uma pacificação da sociedade portuguesa, gerar um clima de serenidade e acabar com este quase histerismo coletivo, para que as escolas possam ter meios para dar resposta a estes problemas', concluiu.

O rapaz de Mirandela desapareceu a 02 de março no rio Tua, depois de ter abandonado a escola a meio do dia, na companhia de amigos e, segundo alguns relatos, ter-se-á suicidado depois de alegadamente ter sido agredido várias vezes por outros estudantes dentro do estabelecimento de ensino. Já as autoridades policiais acreditam na possibilidade de uma brincadeira que acabou de forma trágica, segundo fontes ligadas ao processo.

O professor de Música da Escola Básica 2.3 de Fitares, de 51 anos, suicidou-se a 09 de fevereiro, deixando uma mensagem em que se queixava da indisciplina dos seus alunos.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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