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Educação: FENPROF entrega 10 mil assinaturas por medidas 'urgentes' para 1.º Ciclo
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Educação: FENPROF entrega 10 mil assinaturas por medidas 'urgentes' para 1.º Ciclo

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Ensino

2010-06-09 às 09h28

Lusa Lusa

Cerca de 10 mil assinaturas são entregues hoje no Ministério da Educação pela Federação Nacional de Professores (FENPROF) por uma valorização do 1.º Ciclo que, segundo os docentes, não se consegue com o “encerramento administrativo de escolas”.

Cerca de 10 mil assinaturas são entregues hoje no Ministério da Educação pela Federação Nacional de Professores (FENPROF) por uma valorização do 1.º Ciclo que, segundo os docentes, não se consegue com o “encerramento administrativo de escolas”.

“Requalificar passa sobretudo pela criação de condições de trabalho que neste momento não existem e pelo respeito pela Lei de Bases do Sistema Educativo, que prevê a constituição de equipas educativas. Hoje o regime do professor que tem de saber tudo, tem de falar de tudo, em regime de mono docência, já não existe em lado nenhum”, indicou à agência Lusa o secretário geral da FENPROF.

Segundo Mário Nogueira, vigora um modelo herdado do tempo em que o que se pretendia não era que os alunos tivessem uma preparação mais completa e profunda para os atuais desafios, mas que fundamentalmente tivessem “uma visão global das coisas”.

“Hoje isso não é possível, o mundo é mais exigente. Aquilo que se quer nos ciclos imediatos (2.º, 3.º e secundário) é muito mais do que saber ler, escrever ou contar”, frisou.

O texto do abaixo-assinado foi elaborado ainda antes de ser anunciado pelo Governo o encerramento de escolas com menos de 21 alunos, mas a FENPRPF considera que vem a propósito do momento.

Para a estrutura sindical, melhorar as condições de ensino não passa apenas pela requalificação material dos edifícios ou por novos equipamentos, mas por dar respostas atuais a necessidades atuais em termos pedagógicos.

“É urgente constituir equipas educativas que sejam compostas por professores da área das expressões, das ciências e matemática e também das línguas”, defendeu, sugerindo que o inglês deixe de ser uma actividade extra curricular e integre o currículo do 1.º Ciclo.

A FENPROF entende que só assim haverá uma oferta universal: ”Uma frequência por parte de todos os alunos, algo obrigatório para todos”.

Mário Nogueira fala mesmo numa “revolução do 1.º Ciclo do Ensino Básico” para criar condições para as escolas “funcionarem bem”.

“São medidas, estas sim, urgentes de serem tomadas. O Ministério da Educação tem optado pelo que é mais simples. Fechar escolas”, criticou, frisando que as crianças passam a ter “um sacrifício acrescido” com a deslocação e as horas a que têm de sair e regressar a casa.

O dirigente sindical questiona ainda quais as garantias de transporte, alimentação e ocupação gratuita destes alunos.

No distrito de Beja, exemplificou, “vão encerrar cerca de 40 escolas, com distâncias muito longas entre cada escola e há meninos para os quais já não é a primeira deslocação. Alguns já vão para a terceira escola porque as anteriores encerraram”.

“Esta ministra e este primeiro ministro só podem tomar medidas destas porque não têm os seus filhos lá, porque não são eles que vão sofrer com estas medidas. Isto é deplorável”, considerou o líder da FENPROF, sublinhando admitir o encerramento de escolas, mas “não com base em critérios e ordens administrativas” situando em 21 o número de alunos necessário à manutenção de uma escola numa aldeia.

“Há sítios onde até pode ser necessária uma escola para sete ou oito alunos e outros onde poderá haver condições para encerrar uma com 20 ou 30 alunos”, disse.

+++ Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico +++

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