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Eixo Atlântico diz que Vila do Conde sai após carta que critica a sua participação

Nacional

2019-03-09 às 06h00

Redacção Redacção

Eixo Atlântico esclareceu contornos saída da Câmara de Vila do Conde, que aconteceu na sequência de carta enviada por Xoan Mao, onde este defendia ser “absurdo” que aquele município continuasse a pertencer à associação dado seu pouco contributo.

O Eixo Atlântico afirmou ontem que a saída da Câmara de Vila do Conde aconteceu na sequência de carta enviada pelo secretário-geral onde este defendia ser “absurdo” que aquele município continuasse a pertencer à associação dado seu pouco contributo. “A decisão da saída de Vila do Conde da entidade transfronteiriça foi tomada em resultado de uma carta da Secretária Geral à presidente da Câmara, Maria Elisa Ferraz, em que lhe foi dito que: Vila do Conde não tem vindo a participar em, praticamente, nenhum dos programas do Eixo Atlântico, e portanto não está a beneficiar das várias actuações e produtos que geramos”, lê-se no comunicado.

“Sinceramente, nestas condições, parece-me absurdo que Vila do Conde continue a pertencer à nossa associação, já que pouco contribui e usufrui, sendo que a presença na organização é voluntária”, escreve-se na mesma nota.
No comunicado que cita a missiva datada de 11 de Setembro dirigida à presidente da Câmara de Vila Conde, Elisa Ferraz, aquele organismo salienta ainda que, nessa mesma carta, o secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoan Mao, informava, aliás, que no caso de Vila Conde pretender sair, teria parecer favorável.
“Gostaríamos de saber qual é a sua posição a respeito desta situação, no sentido de reforçar a presença do seu município na associação ou se o pretender, solicitar a saída. Neste último caso, e dada a pouca contribuição de Vila do Conde na entidade assim como o reduzido benefício, esta secretaria-geral transmitiria o dito pedido com parecer favorável”, defendia Xoan Mao.

Nessa mesma carta, o secretário-geral do Eixo Atlântico lembrava ainda que existiam “municípios interessados em entrar no Eixo Atlântico, pelo que a saída de Vila do Conde, se assim o decidir, seria imediatamente preenchida por outra cidade, sem qualquer tipo de prejuízo nem para o seu município nem para o Eixo Atlântico”, concluía.
De acordo com o Eixo Atlântico o teor desta missiva contraria as declarações da autarquia de Vila do Conde que na quinta-feira confirmou que “deixou de integrar a entidade Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, com efeitos jurídicos a partir de 1 de Janeiro de 2019”.

Em resposta enviada à Lusa, o município justifica a decisão com base nos resultados obtidos com a integração no Eixo Atlântico, que “em termos de desenvolvimento local e regional, não corresponderam às expectativas esperadas”.
Acresce ainda que, defende a câmara, “se tem verificado um desfasamento e um alinhamento deficiente entre os objectivos do Município de Vila do Conde e os que são preconizados pelo Eixo Atlântico”.
Contactado ontem pela Lusa, o município de Vila do Conde disse não ter mais esclarecimentos a prestar.
Na quinta-feira, foi anunciado que a Póvoa de Varzim quer integrar o Eixo Atlântico.

Município da Póvoa de Varzim quer integrar Eixo Atlântico

O município da Póvoa de Varzim pretende integrar o Eixo Atlântico (organismo que agrega vários municípios portugueses e galegos). As conversações de integração já estão a decorrer.
“Depois de participarmos numa reunião que houve em Pontevedra colocou-se a possibilidade de o município da Póvoa de Varzim vir a ser membro do Eixo Atlântico. Estamos a trabalhar nesse sentido e depois naturalmente que se abrem um conjunto de oportunidades”, afirmou o presidente da Póvoa de Varzim, Aires Pereira. O autarca explicou à agência Lusa que esta integração faz sentido no âmbito da consolidação da mensagem do município cuja ligação à Galiza está presente em várias áreas.

“Eu acho que nós, Póvoa de Varzim, já fazíamos parte do Eixo Atlântico sem sermos membros de pleno direito. A Póvoa tem relações muito grandes com o Norte, fundamentalmente com a Galiza”, sublinhou Aires Pereira, acrescentando que muito da estratégia turística do concelho é orientada para o Norte de Espanha.
“Na altura das festas de São Pedro mandamos à Galiza embaixadas nossas para fazer a divulgação e a convidarem as pessoas, e na semana santa também temos aqui muita gente da Corunha”, concluiu o autarca.

Acresce a questão da ligação ferroviária até à Corunha, há muito reclamada, e para a qual o município espera contribuir. Aires Pereira lembra que é para o Norte de Espanha que é escoada parte da produção de hortícolas do concelho. “Não vamos à espera que o Eixo Atlântico nos dê nada, vamos à procura de pudermos fazer a divulgação da Póvoa de Varzim. De pudermos ter acesso aos projectos e dessa forma também darmos o nosso contributo”, afirmou o edil.
Neste momento, o processo de integração está numa fase inicial, estando o município em reuniões preliminares com o Eixo Atlântico.

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