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Em Vieira do Minho, Jovens resineiros são exemplo das oportunidades de emprego
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Em Vieira do Minho, Jovens resineiros são exemplo das oportunidades de emprego

Vale do Ave

2023-10-05 às 11h58

Redacção Redacção

No passado dia 28 de Setembro, o Centro PINUS e o seu associado RESIPINUS mostraram no terreno os primeiros resultados de uma aposta no pinheiro-bravo: mais gestão, maior presença de pessoas na floresta e diminuição de ignições.

Citação

No passado dia 28 de Setembro, decorreu nos baldios das freguesias de Pinheiro e Cantelães, no concelho de Vieira do Minho, a visita de campo “O Potencial da Resinagem para o Pinhal”. Esta visita de campo organizada pelo Centro PINUS em parceria com o seu associado RESIPINUS, reuniu cerca de 30 participantes e deu a conhecer uma história de sucesso na valorização do pinhal-bravo, através da resinagem.

A revitalização da profissão do resineiro e a multifuncionalidade do pinheiro-bravo tem sido uma aposta da autarquia de Vieira do Minho que considera “a floresta um dos motores de desenvolvimento do concelho”. Assegurada a indispensável capacitação técnica, os serviços florestais municipais têm conseguido garantir o incontornável trabalho conjunto com a comunidade e angariar investimento público, de forma consistente e também criativa.

A equipa de resineiros apresentada nesta visita de campo tem sido suportada por uma medida de apoio à criação de novos empregos. Para tal, o apoio público foi imprescindível, uma vez que, no início, a produção de resina é muito abaixo da potencial, quer pelo facto dos resineiros estarem ainda a aprender o novo ofício, quer por motivos fisiológicos. Só apenas após duas ou três épocas de resinagem, o pinheiro-bravo entra em produção plena.

Atualmente, neste pinhal, 7 resineiros percorrem durante todo o ano cerca de 40 hectares em que se pratica resinagem à vida, em rotatividade de parcelas. No pinhal-bravo do baldio visitado, na Serra da Cabreira, testemunhou-se a menor densidade de vegetação espontânea nas parcelas resinadas.

No entanto, a equipa de resineiros que dá vida a esta área de pinhal, não se limita a ser recente: é também extremamente jovem, com uma média de idades inferior a 30 anos. Espera-se que estes novos resineiros possam servir de exemplo a outros que sigam as suas pisadas.

É que, por Vieira do Minho, já se planeia expandir este projeto-piloto e alargar a atividade de resinagem a outras áreas florestais do concelho. A medida do Fundo Ambiental “Beneficiação de áreas de pinheiro-bravo com potencial para resinagem” é outra das alavancas desta aposta. A produção de resina que, neste segundo ano começa a demonstrar o seu potencial, é “apenas” um dos motivos de continuidade, sendo encarada como um complemento, num mix em que o serviço de prevenção de incêndios é extremamente valorizado.

A presença na floresta, parcialmente remunerada através do Programa "Resineiros Vigilantes", tem sido uma das estratégias da autarquia para reduzir as ignições, assim como as equipas de sapadores florestais e o fogo controlado, cujo planeamento é feito em conjunto com as comunidades locais.

Com um objetivo didático e de partilha de conhecimento, o Centro PINUS dá a conhecer num novo PINUS TV o entusiasmo resultante desta oportunidade de valorização da resinagem e do pinhal-bravo nesta região minhota. A vídeo-reportagem inclui depoimentos do jovem responsável por esta equipa de resineiros (Igor Vidigal), do presidente do município de Vieira do Minho (António Barbosa) e de uma representante da Direção da RESIPINUS.

Para os produtores, técnicos e empresas da Fileira do Pinho são comuns dúvidas relacionadas com a compatibilização da resinagem com a produção de madeira de serração ou que fatores considerar na tomada de decisão antes de iniciar uma operação de resinagem, tais como: Como conciliar a produção de madeira e resina? Qual a conta de cultura de um pinhal resinado? Em que situações é vantajoso resinar? Que práticas de gestão favorecem a produção de resina? Um pinhal resinado é mais vulnerável a pragas e doenças?

Durante esta visita discutiu-se, ainda, a importância da mecanização da resinagem e de inovações, como o sistema fechado que permitirá reduzir perdas como as observadas, este verão em Vieira do Minho, devido às chuvas periódicas, aspetos também integrados no RN21.

O consórcio RN21 - Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional é integrado pelo Centro PINUS e pela RESIPINUS, com a coordenação do ForestWISE.

Sobre o Centro PINUS?O Centro PINUS é uma associação para a Valorização da Floresta de Pinho?- existe desde 1998 com o objetivo de promover a importância ambiental, social e económica do pinheiro-bravo na floresta portuguesa. Esta associação sem fins lucrativos reúne os principais intervenientes da Fileira do Pinho, incluindo representantes da produção florestal, dos prestadores de serviços, das indústrias, da administração pública, do ensino superior e do sector financeiro.

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