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Economia

2020-03-16 às 08h03

Redacção Redacção

Investigadores defendem a valorização dos sensores de condução autónoma automóvel que sejam codificados por polarização, permitindo sistemas mais rápidos, seguros e baratos para o cidadão.

Os decisores políticos e a indústria devem valorizar os sensores de condução autónoma automóvel que sejam codificados por polarização, permitindo assim sistemas mais rápidos, seguros e baratos para o cidadão. As conclusões foram publicadas recentemente na revista científica ‘Applied Optics’ por portugueses do Centro de Física da Universidade do Minho, no âmbito do projecto ‘Innovative Car HMI’, uma parceria entre a Bosch Car Multimedia e a UMinho.
O estudo centra-se nos sensores LIDAR, os “olhos” do veículo e base da condução autónoma. Esta tecnologia óptica com detectores laser mede propriedades da luz reflectida ao redor do veículo, para assim obter a distância e a forma de um objecto, pessoa ou animal e, ainda, qual é o sentido e a velocidade a que se movem, mesmo em condições de visibilidade precárias.

 Os cientistas Eduardo Pereira, Hélder Peixoto, João Teixeira e Joaquim Santos notam que os sensores LIDAR têm que identificar alvos externos com rigor, para daí processarem imagens e estas apoiarem a tomada de decisões em cenários complexos. Nesse âmbito, conseguiram codificar a mudança da radiação luminosa (polarização) em veículos com pintura metalizada. Essa técnica possibilita a detecção inequívoca do veículo pelos sensores laser e pode ainda servir como medida para categorizar o veículo.

“Isto fornece informações redundantes adicionais para o conjunto dos sensores e alivia muito os requisitos de hardware para o processamento intensivo de imagens morfológicas. Em vez de ser necessário um processamento em tempo real de uma nuvem de pontos, basta um único ponto para identificar um alvo com pintura metalizada”, explica Eduardo Pereira, que é também professor do Departamento de Física da Escola de Ciências da UMinho. Este estudo contribui assim para sistemas avançados de assistência ao condutor e para funções autónomas mais rápidas, seguras, baratas e amplamente disponíveis, realça.

“Os decisores da indústria devem adoptar implementações LIDAR codificadas por polarização e os responsáveis de políticas governamentais devem maximizar o potencial de classifi- cação de material codificado por polarização, criando um enquadramento regulatório que favoreça uma implementação mais rápida e segura da tecnologia no mercado”, acrescenta. A consultora KPMG publicou um índice de avaliação do nível de preparação dos países para condução autónoma e a Holanda surge na liderança, graças à aposta institucional de medidas que favorecem a implementação da tecnologia. “Os reguladores europeus podem fazer algo semelhante, favorecendo a detecção LIDAR polarizada e contribuindo assim para a liderança tecnológica europeia”, sustenta Eduardo Pereira.

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