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Escola Básica Braga Oeste lembra os 75 anos do fim do Holocausto

As Nossas Escolas

2020-01-29 às 06h00

Redacção Redacção

Alunos do 9.º ano participaram numa palestra conduzida por Jorge Brandão sobre o campo de concentração de Auschwitz. Várias exposições assinalaram também a efeméride.

Foi com várias exposições e a realização de uma palestra que a comunidade educativa da Escola Básica de Braga Oeste assinalou esta segunda-feira a passagem dos 75 anos do fim do Holocausto.
A iniciativa, dinamizada pelo subdepartamento de História, assinalou o ‘Dia da Lembrança das Vítimas do Holocausto’ que marcou a libertação do campo de concentração de Auschwitz, em 1945, pelo exército soviético, há 75 anos, motivo pela qual em 2005 foi instituído esse dia pela Assembleia Geral das Nações Unidas.
Jorge Alberto Brandão, especialista na temática, conduziu a palestra dirigida a alunos do 9.º ano, assim como professores e funcionários da escola.

Sob o tema ‘Holocausto - Não Esquecer!’, a abertura desta conferência esteve a cargo pela directora da escola, Cândida Ferreira, que além da apresentação do orador convidado, destacou a importância deste dia ser sempre lembrado, “para que a memória não se apague e para que atrocidades deste tipo não voltem a ocorrer”.
Jorge Brandão conseguiu captar a atenção de todos quantos assistiram a esta sessão, explicando de forma acutilante todo o processo que conduziu à ‘Solução Final’.
Destacou o “excelente papel”, na tentativa de identificação das vítimas do holocausto, desempenhado por Yad Vashem, a Autoridade de Recordação dos Mártires e Heróis do Holocausto’, a entidade que, em Jerusalém, estuda esta temática e que tem, entre outras valências, um museu (Museu Histórico do Holocausto) com inúmeros objectos e memórias dos prisioneiros dos campos de concentração.

Em 90 minutos foi traçado um cenário de terror, frieza e calculismo que levou ao extermínio de milhões de pessoas. “O importante é perceber que estas vítimas não morreram em vão e é preciso que o seu exemplo perdure para que a Humanidade tenha consciência do que a intolerância, a ganÇancia, o racismo e a xenofobia podem acarretar”, refere Jorge Brandão.
No final da sessão os alunos colocaram várias questões, dando origem a um debate muito vivo e interessante. Lara Noversa, aluna do 9ºD, mostrou a sua surpresa perante os acontecimentos.

“É impressionante a forma como estava tudo organizado por símbolos. Por exemplo todos os grupos tinham um símbolo com uma cor que os distinguia dos outros. Os cabelos de homens e mulheres eram rapados e os que permanecem lá seriam tatuados com um número que era sua identificação”, afirma a aluna. E continua: “é triste e arrepiante saber que as primeiras vítimas eram crianças! Desde bebés até adolescentes. Ouvir histórias de adolescentes da minha idade que eram mortos por serem judeus ou porque alguém da sua família era judaica é simplesmente repugnante”.
Para além desta palestra e das exposições montadas em vários espaços da escola, foram também colocadas imagens alusivas aos 75 anos do fim do Holocausto, em todas as salas de aula da escola para sensibilizar a comunidade escolar para este trágico acontecimento.

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