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Escola Superior Agrária pretende dar continuidade ao Insectário

Alto Minho

2021-08-18 às 06h00

Filipa Ribeiro Filipa Ribeiro

Instalado na ESA do Politécnico de Viana do Castelo, o Insectário arrancou no ano lectivo 2017/2018 e apresenta balanço “extremamente positivo” do trabalho realizado.

Citação

A funcionar nas novas instalações desde Fevereiro deste ano, a unidade autónoma do Insectário da Escola Superior Agrária (ESA) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) continua com os trabalhos de investigação sobre a produção de insectos. O balanço do trabalho, iniciado no ano lectivo 2017/ 2018, é “extremamente positivo” e o professor responsável pelo projecto, Júlio Lopes, adiantou que esta unidade foi ampliada para outras espécies, nomeadamente duas espécies de grilos e baratas.
Esta estrutura iniciou uma unidade experimental para produção de insectos, com o objectivo de testar diferentes formas de produção destes animais, através da avaliação da qualidade nutricional e do desempenho zootécnico de diferentes espécies.
Em funcionamento nas instalações próprias, o Insectário da ESA-IPVC produz actualmente uma espécie de coleópteros, mais conhecidos por escaravelhos, Tenebrio monitor, como larva da farinha, e duas espécies de ortópteros, Gryllus assimilis e Acheta domesticus (grilos). Neste momento, está a ser ultimado também o processo para a produção da mosca soldado negro (Hermetia illucens), dado que as larvas são muito eficientes no processo de compostagem de resíduos vegetais e utilizadas como fonte proteica para alimentação animal.
“O nosso insectário surgiu na escola como estrutura complementar a um projecto que candidatamos ao programa operacional MAR2020 e, no âmbito da inovação na aquacultura, com o envolvimento de técnicas para novas culturas”, contou Júlio Lopes, referindo que se pretendia desenvolver com este projecto uma técnica para produção de anfíbios, nomeadamente rãs.
“Há mercado na Europa para as pernas de rãs para consumo humano, mas o mercado europeu importa, nomeadamente da Ásia e da Turquia, o material que é comercializado. Na Europa, apesar de alguma insistência dos grupos que pretendiam avançar nesta área para conseguir autorizações para a produção da espécie, ainda é proibida”, explicou o professor, admitindo que “a única alternativa que existia no espaço europeu seria avançar com uma espécie autóctone, daí este projecto ir nesse sentido”. Mas quando a ESA-IPVC avançou com o projecto deparou-se com um problema. “Como na fase inicial estes animais não estão habituados a alimentarem-se com rações secas, precisávamos de garantir alimento vivo para fornecer ao animal. Tivemos que avançar com uma alternativa”, justificou o docente responsável.
Assim surgiu o Insectário, um investimento de cerca de 740 mil euros que, agora nas novas instalações, vai ser o centro de produção de alimento vivo.

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