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“Estamos felizes por manterem as portas abertas. As escolas são locais seguros”
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“Estamos felizes por manterem as portas abertas. As escolas são locais seguros”

Braga

2021-01-15 às 06h30

Paula Maia Paula Maia

Ensino presencial para o secundário foi “uma surpresa”, mas os directores escolares assumem que a comunidade está satisfeita com a decisão, apesar dos riscos que comporta. Dirigentes frisam que, até à data, não há registo de transmissões internas.

As escolas vão manter-se abertas durante o período de confinamento, com o ensino presencial a abranger todos os níveis de ensino. Apesar de surpreendidos com o facto dos alunos do 3.º ciclo e secundário serem abrangidos pela medida - uma vez que nos últimos dias se apontava para a intenção de voltarem ao ensino à distância - a esmagadora maioria dos directores das escolas do concelho de Braga concordam com a decisão do governo em manter os estabeleci- mentos abertos.
Os dirigentes sublinham que além do ensino presencial ser o preferível para a transmissão de conhecimentos e até para a socialização dos alunos, o facto é que as escolas, desde que abriram portas em Setembro, as escolas têm demonstrado ser locais seguros, não tendo sido detectados - pelos menos em Braga - cadeias internas de transmissão.
“Quando ouvimos a notícia ficamos contentes. Posso dizer que a maioria está muito feliz por as escolas se manterem abertas”, revelou ao CM Maria da Graça Moura, directora do Agrupamento André Soares, frisando o facto de que todos os casos que têm surgido são importados, sobretudo, de contextos familiares. “Não é na escola que acontecem os contágios. E quando uma turma vai para casa é porque, na maioria das vezes, um aluno testa positivo”, diz a directora.
João Dantas, director do Agrupamento de Escolas D. Maria II corrobora a ideia de Maria da Graça Moura, admitindo também que esperava que o 3.º Ciclo e, particularmente, o ensino secundário fossem colocados em casa: “já estávamos a fazer o planeamento, sobretudo ao nível do desfasamento de anos escolares. Em relação ao ensino secundário a decisão foi, de certa forma, uma surpresa”, afirmou o dirigente, justificando que é neste nível onde têm surgido mais casos, embora “todos importados”. De qualquer forma, João Dantas, aplaude a decisão de manter as escolas abertas, medida que trará largas vantagens para as aprendizagens dos alunos num ambiente onde se tem verificado que “não houve, até agora, surtos”.
“Avaliando os prós e os contras, concordo com a decisão de uma forma geral”, adianta o responsável, acrescentando também que, no caso dos professores, a grande maioria prefere estar na escola .
“Da parte dos pais também não tenho reacções negativas”, continua.
Hortense Santos, directora do Agrupamento Carlos Amarante, reconhece não ter ficado surpreendida com a abertura das escolas para todos os níveis de ensino e diz “perceber” a decisão. “Sabemos que os alunos, na generalidade, não querem ir para casa. Preferem estar na escola. O mesmo se passa com os funcionários. Já estavam a contar ficarem”, adianta a dirigente, sublinhando, no entanto, que “há pessoas que também têm muito receio”.

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