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Estímulos acústicos para retardar a Parkinson
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Estímulos acústicos para retardar a Parkinson

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Estímulos acústicos para retardar a Parkinson

Ensino

2020-07-30 às 08h03

Redacção Redacção

Escola de Engenharia está a apoiar processo de reabilitação com recurso a um relógio/telemóvel e um leitor mp3.

A Escola de Engenharia da UMinho (EEUM) quer retardar efeitos da doença de Parkinson através de estímulos acústicos e monitorização recorrendo a um leitor de mp3 e a um simples smartwatch no pulso. O objectivo é auxiliar nos processos diários da reabilitação cognitiva e motora daqueles pacientes e no seu acompanhamento por cuidadores e médicos.
O projecto científico, designado ‘Teca-Park - Tecnologias de capacitação acústica para a assistência, monitorização e reabilitação de pacientes com doença de Parkinson’, tem a parceria das universidades Politécnica de Madrid e de Oviedo, em Espanha, e o apoio do Hospital Senhora da Oliveira e Lar de Santa Estefânia, ambos em Guimarães. É financiado pelo Centro Internacional sobre o Envelhecimento, ligado ao programa transfronteiriço INTERREG e ao Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

A investigação em Portugal é coordenada por Pedro Arezes e Nélson Costa, do Centro Algoritmi da UMinho.
O som é dos principais meios para estimular o ser humano e, nas doenças neuro-degenerativas, a musicoterapia ajuda no estado de espírito e a desbloquear movimentos. O ‘Teca-Park’ inova ao recorrer a objectos de uso frequente no quotidiano do paciente. Entrega-lhe um kit de estimulação (leitor de mp3 com auriculares, para ouvir duas vezes ao dia uma estimulação de dez minutos) e ainda um kit de monitorização (relógio inteligente, telemóvel ou tablet, para realizar exercícios bissemanais). Esses suportes recolhem a informação gerada e enviam-na para servidores, onde algoritmos de inteligência artificial relacionam os dados com a evolução dos sintomas do paciente e eventuais melhorias fruto desses estímulos acústicos.

Na UMinho criou-se ainda uma ferramenta de monitorização do movimento, decisiva para perceber o efeito dos medicamentos na autonomia dos do- entes, isto é, traz mais dados para a sua avaliação clínica.
Na primeira fase do projecto, as tecnologias desenvolvidas foram integradas numa plataforma em nuvem que utiliza técnicas de reconhecimento de padrões e big data. O suporte foi validado com as associações Parkinson Madrid, Jovellanos, Aparkam e com o laboratório AgeLab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA.
No primeiro trimestre deste ano decorreram sessões semanais com pacientes voluntários do hospital e lar de Guimarães.

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