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Estudantes da UM temem cortes nas bolsas
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Estudantes da UM temem cortes nas bolsas

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Estudantes da UM temem cortes nas bolsas

Ensino

2010-07-26 às 06h00

Redacção Redacção

O presidente da Associação Académica da Universidade do Minho teme que muitos alunos fiquem de fora da Acção Social no próximo ano lectivo.

O presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) mostrou-se insatisfeito com as respostas dadas pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em recente reunião com dirigentes associativos para avaliar as consequências dos cortes no orçamento da Acção Social do Ensino Superior, previstos para o próximo ano lectivo.

Luís Rodrigues, presidente da AAUM, referiu que a única garantia que teve do ministro Mariano Gago foi que iria ser criado um regulamento de compensação dos estudantes que irão ser afectados pelo decreto promulgado em Junho último.
O dirigente associativo minhoto sustenta que a audição com o ministro “foi tudo menos esclarecedora”, já que “ficaram para responder quase todas as perguntas que foram colocadas pelos estudantes”.

No que concerne ao novo regulamento que Mariano Gago assegurou estar a ser criado, Luís Rodrigues assume que 'é um compromisso que nos deixa relativamente satisfeitos', lamentando que o ministro tenha colocado de parte o cenário de revogação da aplicação ao Ensino Superior do decreto-lei que reduz os apoios sociais, como haviam sugerido os dirigentes estudantis.

“É claramente insatisfatório sabermos que, a 20 de Julho, o regulamento não está pronto, não havendo ainda data prevista para a conclusão do mesmo”, sublinha o dirigente estudantil minhoto, antecipando que “as candidaturas às bolsas de estudo encerraram, na maioria das instituições, em meados de Agosto e os Serviços de Acção Social não vão saber com que regras vão avaliar os processos o que irá atrasar o processo de entrega de bolsas no próximo ano lectivo”.

A AAUM, assim como as restantes associações académicas e de estudantes, prometem “estar atentas durante o próximo mês” para confirmarem a elaboração do novo regulamento de acesso aos apoios da Acção Social

Fim dos escalões

De acordo com o decreto-lei publicado em Junho, as bolsas de estudo no Ensino Superior deixam de ser atribuídas por escalões mas por um sistema linear.
Em vez de escalões é criada uma fórmula de cálculo, de acordo com a qual a cada rendimento corresponderá um valor.

As associações de estudantes receiam que o novo regulamento de concessão de apoios possa deixar de fora milhares de alunos
Recentemente, o administrador dos Serviços de Acção Social da Universidade do Minho afirmou que os cortes no Ensino Superior podem originar uma situação catastrófica, particularmente no Minho. O hipotético corte nas bolsas de estudo poderá afectar entre 40 e 50% dos estudantes do Ensino Superior, adiantou Carlos Silva.

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