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Eurodeputada defende produção mais sustentável
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Eurodeputada defende produção mais sustentável

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Eurodeputada defende produção mais sustentável

Braga

2020-10-19 às 06h00

Redacção Redacção

Isabel Carvalhais considera que sistemas de produção mais sustentáveis são fundamentais para a melhorar relação do homem e ambiente.

A eurodeputada Isabel Estrada Carvalhais defende que “sistemas de produção mais sustentáveis, aliados a novos padrões de consumo são fundamentais para a melhoria da relação do homem com o meio ambiente”. A ideia foi defendida num evento organizado pela COPA-COGECA, a plataforma que agrega duas organizações representativas de algumas das mais importantes associações de agricultores e cooperativas da Europa.
Isabel Estrada Carvalhais interveio no encerramento do fórum de debate que pretendeu aprofundar a discussão em torno da estratégia para a biodiversidade da União Europeia e o futuro da agricultura e da floresta.
“Ninguém nega que é urgente tomar uma atitude que reequilibre toda a nossa relação com o meio ambiente, mas também não se pode negar o desafio que tudo isto representa para os agricultores”, referiu, lançando algumas ideias para as políticas do sector.

Considerando importantes as várias visões sobre o tema, Isabel Estrada Carvalhais defendeu a criação de sistemas de produção mais sustentáveis, em todas as dimensões: ambiental, económica e social. No entanto, realçou que “a mudança não pode estar apenas sobre os ombros dos agricultores,” pois, por exemplo “os padrões de consumo também devem ser reequilibrados e esta pandemia em grande parte esclareceu isso”.
A eurodeputada assumiu ainda que é “muito importante “que a agricultura invista continuamente numa atitude proactiva e garanta que a sociedade saiba disso: “A sociedade precisa conhecer os bons exemplos de jovens agricultores, ou proprietários florestais e parar de os ver como aqueles que só reivindicam”.

Perante a proposta da Comissão Europeia de reduzir globalmente o risco e utilização dos pesticidas químicos, desafiou agricultores, associações, cooperativas, universidades, laboratórios, empresas, a continuarem a busca de soluções alternativas, que ajudem a alcançar os objectivos ambientais, sem comprometer a viabilidade económica do tecido rural.
A fechar, reforçou que os fundos europeus, nomeadamente o financiamento da PAC, terão um papel decisivo no apoio à agricultura, para encontrar soluções inovadoras, para investir na investigação e no desenvolvimento tecnológico, para promover a formação, o aconselhamento e a transmissão de conhecimentos.

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