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Eurodeputada portuguesa subscreveu carta de apoio aos trabalhadores do Mundial do Catar
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Eurodeputada portuguesa subscreveu carta de apoio aos trabalhadores do Mundial do Catar

Nacional

2021-05-01 às 14h00

Redacção Redacção

FIFA World Cup 2022 marcada pela morte de mais de 6.500 trabalhadores. A eurodeputada Isabel Carvalhais considera que "10 anos após a atribuição do Mundial ao Catar, o esforço despendido para a preparação do evento acarretou o preço de um intolerável sacrifício humano".

A preparação da FIFA World Cup 2022 no Catar, Mundial de Futebol que se realiza no próximo ano, está marcada pela morte de mais de 6.500 trabalhadores que estiveram envolvidos nos trabalhos preparativos desta competição, por falta de meios de segurança durante o seu trabalho.

Por essa razão, a eurodeputada portuguesa Isabel Estrada Carvalhais assinou uma carta subscrita por um alargado grupo de deputados, que considera que "10 anos após a atribuição do Mundial ao Catar, o esforço despendido para a preparação do evento acarretou o preço de um intolerável sacrifício humano".

Esta missiva apela para que sejam "imediatamente estabelecidas medidas para proteger os trabalhadores e indemnizar as famílias daqueles que faleceram no Catar, honrando a memória dos milhares de trabalhadores".

Nesta carta é exigido que o Catar estabeleça com a Organização Internacional do Trabalho um órgão para monitorizar as condições de trabalho que garantam a segurança dos trabalhadores, o seu bem-estar e uma remuneração compatível com o esforço prestado.

Para Isabel Carvalhais, “a realização de um evento desta magnitude deve respeitar os direitos dos trabalhadores e a sua protecção no exercício do seu trabalho“.

Os 6.500 trabalhadores que morreram no Catar eram provenientes da Índia, Paquistão, Nepal, Bangladesh e Sri Lanka.

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