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Falta de equipamentos de protecção  prejudica acção dos bombeiros

Cávado

2020-08-09 às 07h00

Miguel Viana Miguel Viana

Fatos foram prometidos, há cerca de dois anos, pela Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, mas ainda não chegaram às corporações de bombeiros do distrito de Braga. Há bombeiros que não podem ir aos incêndios por falta de fatos.

Fatos de combate a incêndios florestais ou rurais demasiado gastos ou prestes a atingir o limite da garantia de segurança (de cerca de dois anos) é o cenário com que se deparam diariamente centenas de bombeiros das corporações de voluntários do distrito de Braga.
Os Bombeiros Voluntários de Braga, por exemplo, estão à espera que a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) lhes entregue 140 equipamentos de protecção individual (EPI).
“Nós temos um EPI para fogos florestais para cada bombeiro, mas é muito pouco, porque se virmos o estado em que os equipamentos chegam do fogo, concluimos que dois equipamentos para cada um era muito pouco, Estamos à espera de uma promessa que nos foi feita pela ANEPC da distribuição de 140 equipamentos”, afirmou António Ferreira, o presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Braga.
O comandante da corporação, Pedro Ribeiro, acrescentou que há fatos com cinco anos de uso que “já estão a ficar desgastados”. O responsável afirmou ainda que cada EPI ronda os 500 euros, o que exige um grande esforço do corpo de bombeiros.
Situados às portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, onde em anos anteriores ocorreram incêndios florestais ou rurais com alguma relevância, os Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro, pela voz do comandante José Amaro, afirmaram que “temos muita falta de EPI’s. Os fatos que temos já têm quatro ou cinco anos e já apresentam muito desgaste”.
A corporaçao dispõe apenas de um EPI para cada bombeiro, excepto para os elementos mais recentes.
“Tenho bombeiros novos que não podem ir para os incêndios porque não temos fatos de protecção para eles”, lamentou José Amaro. O corpo de bombeiros terrabourense espera receber novos fatos da ANPEC, mas “é a câmara que nos tem ajudado. Ainda na semana passada reunimos com o presidente da Câmara para debatermos esse assunto”, assegurou José Amaro.
O comandante acrescentou que a ANEPC tem em curso um concurso nacional para aquisição dos EPI’s e que já solicitaram à corporação as medidas dos elementos do corpo activo.
Situação semelhante vivem os Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho, às portas da Serra da Cabreira.
“Não recebemos qualquer EPI para incêndios rurais e florestais desde 2018, mas ainda não recebemos nada. Já estava protocolado com a ANEPC a entrega de 43 fatos, mas até agora não recebemos nada”, disse Ricardo Dias, comandante dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho.
O responsável garantiu, no entanto, que todos os elementos do corpo activo dispõem de um EPI para combater incêndios rurais ou florestais.

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